Morales anuncia eleições gerais para julho de 2009

La Paz - O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou neste sábado que, em julho de 2009, serão realizadas novas eleições gerais, após a população ter aprovado a Constituição promovida pelo Governo. Morales fez o anúncio em uma assembléia com os sindicatos que o apóiam na cidade de Oruro, onde planejaram uma passeata entre o planalto e La Paz que começará no dia 13 de outubro para exigir ao Congresso que convoque o referendo constitucional.

EFE |

O presidente boliviano afirmou que, depois da aprovação do projeto, o que deve acontecer nos próximos três ou quatro meses, "vêm de maneira imediata as eleições nacionais" em julho de 2009.

O partido de Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), expressou em várias ocasiões que sua estratégia política consiste em que o presidente participe e vença essa nova eleição, com o objetivo de aplicar a futura Constituição com um maior apoio parlamentar.

O projeto de texto constitucional estabelece a reeleiçãoo, mas também que os mandatos anteriores à entrada em vigor da nova Carta Magna não serão considerados para a contagem dos futuros períodos de Governo. Desta forma, a eleição do próximo ano contaria como um primeiro período para Morales, o que foi criticado e rejeitado pela oposição.

Ao anunciar as eleições, o presidente também expressou confiança em que o MAS obterá "uma maioria absoluta" no Congresso para que "não haja qualquer bloqueio no Senado, como está ocorrendo neste momento".

Atualmente, o Senado está sob o controle de forças opositoras que barraram várias reformas do líder, que conta com o apoio da Câmara dos Deputados, onde o MAS é majoritário.

Os opositores, em particular a aliança Poder Democrático e Social (Podemos), também denunciaram várias vezes que Morales procura a reeleição para "se perpetuar" no poder e, de fato, pediram que esse aspecto seja revisto no projeto constitucional.

Morales também confirmou hoje sua determinação de alcançar amanhã um acordo com os governadores regionais opositores para superar o conflito no país e garantir a unidade da Bolívia com uma nova Constituição que "legalize" as autonomias regionais. 

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