Morales afirma que Obama deve reparar dano econômico a Cuba

Port of Spain, 18 abr (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que o líder americano, Barack Obama, tem a obrigação de reparar um dano econômico e político a Cuba, e pediu que a 5ª Cúpula das Américas seja a última realizada sem Havana.

EFE |

Em entrevista em Port of Spain, sede da cúpula, Morales exigiu a suspensão do embargo americano a Cuba, dias após Obama ter anunciado a eliminação das restrições às viagens e ao envio de remessas dos Estados Unidos em direção à ilha.

"Como se pode debater se falta um país como Cuba?", questionou, antes de acrescentar: "Se queremos discutir os temas econômicos do continente, temos que estar todos unidos".

"Talvez seja difícil para Obama, mas Obama tem a obrigação de reparar um dano econômico e um dano político a Cuba", explicou.

Morales considerou que "Obama não deveria escutar Evo Morales ou Hugo Chávez, mas as Nações Unidas, que várias vezes desde 1990 está aprovando resoluções para que seja levantado o embargo a Cuba".

"Queria, no tema Cuba, ser Obama, porque Cuba tem o apoio de todo o mundo menos de dois países, Israel e Estados Unidos, e como Cuba tem o apoio de todo o mundo, se eu fosse Obama levantaria o bloqueio e teria o apoio de todo o mundo", considerou.

Perguntado sobre se a medida deveria ser acompanhada de reformas democráticas, Morales disse que, em uma ocasião, esteve presente em eleições cubanas, nas quais, afirmou, "não havia transtornos, mas participantes da assembleia".

Em todo caso, "qualquer país tem direito de tomar uma decisão, isso é a autodeterminação; Cuba é livre e é preciso respeitar isso", acrescentou.

Morales também admitiu ter ficado "surpreendido" com as primeiras declarações de Obama em Port of Spain, no sentido de que para o novo líder dos EUA "não há parceiros maiores e menores, procura relações de respeito mútuo e de mudança".

O presidente boliviano afirma que "se Obama cumprir a palavra, se houver uma mudança de verdade, não só na relação internacional, mas mudanças em políticas econômicas, irá bem; e se houver relações de respeito mútuo, melhor ainda". EFE erm/db

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