La Paz, 16 nov (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que o Governo dos Estados Unidos instruirá a direita de seu país para se unir contra sua candidatura nas eleições de dezembro de 2009, informou hoje a Agência Boliviana de Informação (ABI).

"Estou quase certo, irmãs e irmãos, que, nas próximas eleições, toda a direita vai se unir, por instrução do Governo dos Estados Unidos", afirmou o governante no sábado, na localidade de Independencia, na região de Cochabamba.

O líder falou sobre os debates existentes entre as diversas forças políticas do país para formar uma frente única contra sua candidatura nas eleições marcadas para 6 de dezembro de 2009.

Uma proposta nesse sentido foi lançada pelo chefe da Unidade Nacional (UN), o empresário Samuel Doria Medina.

Morales também citou as disputas internas na principal força conservadora, o Poder Democrático e Social (Podemos), que controla o Senado, porque acredita que, "a qualquer momento, se unirão" outra vez para enfrentá-lo.

O presidente boliviano deve viajar nas próximas horas aos Estados Unidos onde assistirá na segunda-feira à Assembléia Geral da ONU e na quarta-feira visitará a Organização dos Estados Americanos (OEA).

As relações entre os Governos boliviano e americano vêm se deteriorando de forma constante desde que, em meados de setembro, os respectivos embaixadores foram expulsos de La Paz e Washington.

Morales também deixou em suspenso as relações da Bolívia com a agência de cooperação Usaid e o departamento antidrogas dos Estados Unidos (DEA), e há pouco tempo seu Governo destacou que está proibida a presença no país da CIA (agência de inteligência americana).

O líder boliviano acredita que a Administração do presidente americano, George W. Bush, conspirou contra ele e financiou um golpe de Estado fracassado, mas expressou sua confiança de que as relações com Washington melhorarão com o futuro chefe da Casa Branca, Barack Obama. EFE ja/an

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