espantar ladrões no Chile - Mundo - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Moradores se armam para espantar ladrões no Chile

Depois do terremoto de 8,8 graus de magnitude de sábado, uma onda de saques a supermercados, farmácias e casas no Chile levou moradores de povoados arrasados pelos tremores e tsunami a se armar com paus, pedras, facas e espingardas.

BBC Brasil |

 

 

Em entrevista à principal emissora de televisão do país, TVN (TV Chile), eles disseram estar dispostos a "proteger suas residências" ou o "que delas sobrou" com as próprias mãos.

"Estamos aqui sozinhos, sem ninguém para nos proteger. Por isso nos armamos. Estamos organizados e podemos agir juntos caso venham os saqueadores", disse um senhor de cerca de sessenta anos, de um bairro de classe média de Concepción, na região de Bío Bío.

"Nos unimos e nos armamos para proteger o pouco que temos", confirmou uma senhora de um bairro carente da mesma cidade.


Moradores formam grupos armados para proteger propriedades / AP

Na segunda-feira, segundo policiais militares, Concepción foi alvo de novos saques e "incêndios intencionais", que destruíram um supermercado e uma loja.

Na localidade de Talcahuano, moradores acenderam fogueiras em frente às casas destruídas e aos acampamentos improvisados e passaram a ostentar paus para "espantar os ladrões", como disse um deles.

Ondas gigantes

A segurança foi reforçada nestas áreas mais atingidas pelo desastre. Soldados do Exército a pé ou com veículos blindados urutu ocupam várias localidades do centro e do sul do Chile, como Concepción.

Ainda na segunda-feira, foram divulgadas novas informações sobre povos que foram totalmente arrasados pelas ondas gigantes que se formaram após o terremoto.

Em meio à destruição das casas, escolas, clubes, carros e barcos, o prefeito da localidade de Tirúa, na região da Araucanía, Jose Añinir, chorou diante das câmeras de televisão.

"Que tristeza. Como ficaremos, quanto tempo para reconstruir tudo isso", disse às lágrimas.

Estima-se que 80% do balneário de Dichato, um dos principais pontos turísticos da região de BioBio, também tenham sido destruídos. As ruas desapareceram, e as casas - muitas de madeira - ficaram aos pedaços, empilhadas, ou boiando dentro do mar.

Mau cheiro

Lá e em outras áreas do Chile moradores fazem fila para conseguir água, mas continuam sem luz e telefone. E em muitos casos, ainda enfrentam o mau cheiro de peixe em decomposição em meio ao barro levado pelas ondas ao centro das localidades.

O prefeito de Arauco, Mauricio Alarcón, pediu a presença do Exército para ajudar na segurança e na reconstrução do lugar, que também foi arrasado pelo desastre.

"Esta situação não tem limites. Pedimos a presença do Exército", disse.

Na capital chilena, Santiago, também foram registrados novos saques a supermercados. Ao mesmo tempo, moradores passaram a procurar departamentos do governo e empresas de seguro para pedir orientações diante das rachaduras ou desabamentos de seus apartamentos novos e que ainda estão sendo pagos a crédito.

"Comprei meu apartamento há dois meses e já não posso morar nele. Está inabitável, com as paredes afetadas pelos tremores", disse uma mulher de cerca de 30 anos.

As reclamações em relação às construções também ocorreram em localidades como Santa Cruz, na região de Bernardo O'higgins, onde estruturas de edifícios novos também foram abaladas.

Diante deste quadro surgiram diferentes estimativas sobre o total de recursos que seriam necessários para a reconstrução das áreas afetadas.

 


Com AFP, Reuters e EFE

Leia também:

 

Leia mais sobre terremoto

Leia tudo sobre: terremoto no chile

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG