Moradores protestam contra homicídio de jovem negro nos EUA

Moradores de um subúrbio perto de San Francisco (Califórnia, oeste) voltaram a protestar, nesta quinta-feira, contra o disparo de um segurança do metrô local, que matou um jovem negro desarmado.

AFP |

Membros da comunidade de Oakland, próximo de San Francisco, reuniram-se com os diretores do Sistema de Transporte Subterrâneo da cidade, o Bay Area Rapid Transit (Bart), para expressar sua preocupação com a morte, no dia 31, de Oscar Grant, de 22 anos, que levou um tiro de um segurança que, segundo testemunhas, respondeu dessa forma a uma briga no metrô.

O tiroteio foi gravado por vídeo e transmitido amplamente pelas emissoras de TV e pela Internet.

Amos Brown, pastor de uma igreja batista em San Francisco e membro da influente associação pelos direitos civis dos negros, a NAACP, fez um apelo à diretoria do Bart para que reconheça a morte do jovem como "assassinato".

"Temos de reverenciar e respeitar cada vida humana", declarou Brown, de acordo com o jornal local "Oakland Tribune".

"O Bart deveria se unir a esta audiência para dizer que foi um assassinato, e não explicar isso como se tivesse sido um engano", acrescentou o pastor.

A família de Grant entrou com uma ação contra o Bart pela morte sem justificativa e exige 25 milhões de dólares. O oficial de polícia que deu o disparo renunciou na quarta-feira.

Nesse mesmo dia, centenas de manifestantes protestaram nas ruas, e cerca de 200 foram ao centro de Oakland. Houve confusão e violência, que terminou com danos de pelo menos 150.000 dólares, estimou a polícia.

Ontem, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão e prendeu mais de 100 pessoas. As acusações vão de incitação à desordem pública, a assalto à polícia e vandalismo.

O prefeito de Oakland, Ron Dellums, anunciou que o Departamento de Polícia de Oakland fará sua própria investigação sobre o incidente.

rcw/tt/LR

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