Moradores fogem de vilarejo angolano invadido por elefantes

Elefantes selvagens invadiram um vilarejo no sul de Angola no último fim de semana, destruindo plantações e dezenas de casas, e forçaram os 4 mil habitantes da região a fugir para a vizinha Namíbia, disse uma autoridade local nesta terça-feira.

Reuters |

Ninguém morreu no incidente que o administrador local do vilarejo de Mucusso disse ter sido "uma luta entre homem e animal". A invasão ocorreu apenas oito anos depois da guerra civil de três décadas que quase eliminou a vida selvagem do país africano.

"A situação em Mucusso é preocupante. O que estamos testemunhando é um conflito entre a população e os animais", disse Manuel Jamba em comentários que foram ao ar na Rádio Nacional de Angola.

"A população está fazendo tudo o que pode para sobreviver."

Ele disse que os elefantes selvagens haviam chegado de Botsuana, um importante destino turístico de natureza selvagem do mundo, e pressionou para que o governo angolano contenha os animais que estão voltando à nação assolada pela guerra.

O impacto da guerra civil sobre a população angolana de elefantes foi tão devastadora que agora o país depende da África do Sul para reabastecer a população de elefantes em alguns dos parques nacionais, que uma vez já foram prósperas.

Acredita-se que mais de 100 mil elefantes, milhares de rinocerontes e búfalos foram mortos nos confrontos entre as tropas governamentais da Angola e rebeldes do principal partido de oposição durante os 27 anos da guerra que terminou em 2002.

Animais que não morreram por minas ou tiros militares se tornaram prezas para caçadores ou moradores de vilas locais que tentavam se salvar da fome.

Apesar de ser um símbolo nacional, a palanca negra gigante quase foi extinta no que foi um dos maiores massacres de vida selvagem no último século.

"A solução final para o conflito entre homem e animal seria a implementação pelo governo de alguns mecanismos para pôr fim à situação. Para conter esses animais nos parques", disse Jamba.

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