eleições desta terça-feira em Israel por considerar que nenhum dos candidatos mudará a política para a faixa palestina, onde há três semanas se encerrou uma ofensiva israelense que custou a vida de cerca de 1.400 pessoas." / eleições desta terça-feira em Israel por considerar que nenhum dos candidatos mudará a política para a faixa palestina, onde há três semanas se encerrou uma ofensiva israelense que custou a vida de cerca de 1.400 pessoas." /

Moradores de Gaza desprezam eleição em Israel

GAZA - Os habitantes de Gaza mostram total desinteresse pelas http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/10/aumenta+participacao+nas+eleicoes+em+israel+3966947.html target=_topeleições desta terça-feira em Israel por considerar que nenhum dos candidatos mudará a política para a faixa palestina, onde há três semanas se encerrou uma ofensiva israelense que custou a vida de cerca de 1.400 pessoas.

Redação com agências internacionais |

"Livni e Netanyahu são duas faces da mesma moeda", disse Abdel Kader al Shamali, em referência aos candidatos com mais chances de chegaram a primeiro-ministro.

Este comerciante, que observa com desdém as notícias na televisão sobre as eleições israelenses, critica a intenção, segundo ele, de ambos os candidatos de tirar o Hamas do poder em Gaza.

" Livni trabalhou para destruir o Hamas e Netanyahu prometeu fazer o mesmo", comenta.

A ação militar israelense faz com que os palestinos habitantes de Gaza não vejam diferença entre o direitista Likud, de Benjamin Netanyahu, e o governante Kadima, de centro, que tem a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, como candidata.

As plataformas em relação aos palestinos dos partidos são opostas, porém.

Enquanto o Likud se opõe a qualquer concessão territorial aos palestinos, o Kadima opta por avançar nas negociações de paz e devolver a maior parte dos territórios ocupados.

Para o estudante Elham As-Sakher, de 23 anos, a esquerda, a direita e o centro israelense têm "diferentes plataformas, mas todos eles compartilham o mesmo objetivo: o sangue palestino".

Ele diz que o resultado das eleições ficará claro quando Israel fizer "uma nova ofensiva contra Gaza que atrasará um acordo de cessar-fogo com o Hamas, troca de prisioneiros e reinício de negociações de paz".

Hamas indiferente

Ismail Radwan, porta-voz do Hamas, assegurou que os esforços para o estabelecimento de uma trégua, com mediação egípcia, não serão afetados pelo resultado do pleito, já que, seja a direita ou a esquerda quem aceda ao poder em Israel, ambas as partes estão interessadas em conseguir uma trégua durável.

Mesmo assim, Radwan considera que pode haver uma escalada de violência nos territórios palestinos já que "todos os indicadores mostram que a sociedade israelense está mais extremista", em referência às pesquisas que apontam uma ascensão do voto a partidos da direita e de extrema-direita israelenses.

Segundo o analista político Talal Oukal, "as eleições demonstram que Israel não tem interesse na paz, sobretudo levando em conta que os partidos de direitas gozarão de uma ascensão significativa em relação a outras formações".

Ele afirma as possibilidades de o novo governo israelense alcançar um cessar-fogo com o Hamas são mínimas e a única oportunidade para formalizar uma trégua seria com o atual primeiro-ministro, Ehud Olmert, em um Executivo de transição.

Em dezembro, o Hamas se recusou a prorrogar o cessar-fogo que vigorava desde junho, proposta que era defendida por Israel.

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