Moqtada al-Sadr acusa EUA de não ter palavra

O movimento do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, contrário à presença americana no Iraque, acusou neste domingo os Estados Unidos de não ter palavra, depois que o general Raymond Odierno afirmou que militares do país permanecerão no Iraque depois de junho de 2009.

AFP |

"Como havíamos previsto, as declarações são contrárias ao acordo de segurança", declarou à AFP o chefe do escritório político do movimento Sadr na cidade sagrada de de Najaf, Liwaa Sumeissim.

"Se rejeitamos o acordo é porque estávamos absolutamente convencidos de que os americanos nunca se sentirão comprometidos, sobretudo se isto for contra os motivos que os fizeram vir ao Iraque", acrescentou.

No sábado, durante uma visita surpresa à base militar de Balad, ao norte de Bagdá, do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, o general Odierno revelou que militares americanos permanecerão em cidades do Iraque depois de junho de 2009 para aconselhar e treinar o Exército iraquiano.

"Não acreditamos que a administração americana se sinta obrigada pelo acordo e estamos convencidos de que encontrará qualquer pretexto para manter suas tropas no Iraque depois da data limite fixada para o fim de 2011", acrescentou o dirigente sadrista.

O acordo de segurança assinado entre Bagdá e Washington prevê que as unidades de combate americanas deixem o Iraque até 30 de junho de 2009, segundo Odierno, que depois acrescentou: "Continuaremos dando nossa assistência às equipes de transição. Seguiremos fornecendo conselheiros às forças de segurança".

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