Monumento a poloneses que salvaram judeus durante Segunda Guerra Mundial

Varsóvia, 27 ago (EFE).- O presidente polonês, Lech Kaczynski, inaugurou hoje em Lódz (centro da Polônia) um monumento em homenagem aos poloneses que arriscaram suas vidas para salvar seus vizinhos judeus do Holocausto, permitindo que milhares de pessoas escapassem da morte nas mãos das tropas de ocupação nazistas.

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Kaczynski também concedeu medalhas, muitas a título póstumo, a mais de cinquenta poloneses que ajudaram judeus a escapar, alguns deles autênticos heróis, como a enfermeira Irena Sendler, que conseguiu esconder e salvar dos alemães 2.500 crianças.

O monumento tem o objetivo de destacar que nem todos os poloneses foram indiferentes perante a tragédia que viviam seus concidadãos judeus, mas muitos lutaram para salvar-lhes de morrer em campos de concentração e em guetos como o de Lódz, desativado há 65 anos e onde se calcula que faleceram mais de 200 mil pessoas.

Durante a Segunda Guerra Mundial morreram na Polônia cerca de seis milhões de cidadãos, aproximadamente 20% da população do país na época, metade deles judeus.

No próximo dia 1º de setembro será o 70º aniversário do começo do conflito, que se iniciou na cidade de Danzig, a atual Gdansk polonesa, em 1939.

Haverá um ato que vai reunir na Polônia líderes de todo o mundo, entre eles a chanceler alemã, Ángela Merkel, e o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin. EFE nt/fk

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