Economista que foi convidado a formar novo governo afirma que contexto econômico europeu e global é "problemático"

O economista Mario Monti , convidado formalmente pelo presidente italiano Giorgio Napolitano para formar um novo governo como primeiro-ministro após a renúncia do premiê Silvio Berlusconi , afirmou neste domingo que o contexto econômico europeu e global é "problemático". Ele disse que a Itália precisa ser um "elemento de força, não e fraqueza" na União Europeia (UE) para ajudar a conter a crise da dívida na região.

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"A Itália deve voltar a sanear sua economia e a retomar o caminho do crescimento. É algo que devemos a nossos filhos, aos quais temos que dar um futuro concreto de dignidade e esperança", disse Monti em sua primeira entrevista como premiê.

Monti declarou que seus esforços vão se concentrar na correção das finanças públicas da Itália e na tentativa de impulsionar o crescimento econômico. Ele acrescentou que vai prestar atenção a questões de "justiça social e intergeracionais". Segundo Monti, há alguns "aspectos de emergência" na situação atual, mas a Itália "pode superá-los com o esforço comum". Monti prometeu fazer um bom trabalho o mais rápido possível.

O economista foi convidado nesta tarde por Napolitano para formar o novo governo, mas ainda precisa nomear um gabinete e receber o voto de confiança do parlamento. Napolitano pediu que os legisladores ofereçam amplo apoio bipartidário a Monti e confirmou que os líderes dos dois maiores partidos da Itália concordaram em fazê-lo, desde que o novo governo seja formado por ministros técnicos e não por políticos ativos.

Monti decarou que seus esforços cão se concentrar na correção das finanças públicas
AFP
Monti decarou que seus esforços cão se concentrar na correção das finanças públicas

*Com AE e EFE

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