Montevidéu, 3 mai (EFE).- O Movimento pela Liberação da Cannabis de Montevidéu uniu-se hoje à mobilização de mais de 220 cidades do mundo que promovem a legalização da maconha.

A concentração se iniciou pouco depois do meio-dia (horário local) no bairro de Malvín, no litoral sudeste do Rio da Prata em Montevidéu, onde orquestras, músicos e artistas de teatro participam de uma série de apresentações.

Todos os espetáculos são gratuitos, mas os organizadores solicitam aos presentes que levem alimentos não perecíveis, que serão doados a organizações de caridade.

Um comunicado entregue à imprensa pelo movimento assinalou que o marco legal vigente no país privilegia a repressão à maconha, em detrimento dos aspectos sanitários e educativos.

"O consumo e a posse para uso pessoal estão especificamente protegidos por lei, mas o problema surge na hora de conseguir a substância que a lei permite ter, já que se consideram delitos a produção, a venda e o fornecimento", afirma o comunicado.

Os manifestantes alegam ainda que não existe uma quantidade específica que seja considerada apropriada para o uso pessoal.

Os defensores da maconha colocam o cultivo para consumo individual como uma alternativa para combater o narcotráfico, uma preocupação que preocupa cada vez mais os habitantes de Montevidéu.

EFE apl/gs

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