Montenegro indenizará famílias de deportados bósnios durante conflito

Podgórica, 25 dez (EFE).- O Governo de Montenegro decidiu hoje indenizar com 4,1 milhões de euros os familiares das vítimas da repatriação forçada de 83 muçulmanos e sérvios da Bósnia, e de sua entrega aos servo-bósnios durante a guerra civil nesse país.

EFE |

O ministro da Justiça montenegrino, Miras Radovic, declarou que o Governo tomou essa decisão "respeitando o direito internacional e para contribuir com a cooperação regional e o desenvolvimento das relações de boa vizinhança".

A maioria dos deportados foi assassinada ou desapareceu após ser repatriada, e seus parentes apresentaram 42 processos judiciais contra Montenegro em 2004, nos quais exigiram indenizações de dezenas de milhões de euros.

Segundo os litigantes, após ser deportados de Montenegro em 1992 e entregues às tropas servo-bósnias, os refugiados foram detidos em um campo de prisioneiros no leste da Bósnia. A maioria não sobreviveu.

As autoridades de Montenegro iniciaram em 2005 investigações sobre o ocorrido, e até agora há oito ex-policiais montenegrinos suspeitos de crimes contra a população civil e por deportação à Bósnia.

O ministro Radovic declarou hoje que os nove sobreviventes da deportação obterão como indenização de 10 mil euros a 170 mil euros, dependendo do tempo em que passaram como prisioneiros.

Os parentes das outras vítimas obterão somas de 10 mil euros a 30 mil euros.

Radovic indicou que só uma família - esposa e dois filhos de uma vítima da deportação - não aceita a indenização, preferindo dar continuidade ao processo judicial. EFE dp/fr

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