As montanhas são maiores nos locais em que o clima é quente e o limite de neves eternas é elevado, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature.

"As diferenças de altura das cadeias de montanha refletem mais diferenças climáticas locais do que as forças tectônicas", de acordo com os cientistas que constataram que "a maior parte dos cumes não excedem mais de 1.500 metros do limite local de neves eternas".

As 'neves eternas' são os acúmulos de neve que se mantêm durante todo o ano.

"A explicação desta regra é que as geleiras destroem muito eficazmente as montanhas", declarou à AFP David Egholm, um dos autores do estudo.

"Mesmo quando tornam às cadeias de montanha mais ativas (do ponto de vista tectônico), pode-se constatar que quando as placas empurram as montanhas para além do limite de neves eternas, elas param de aumentar", acrescenta o pesquisador da universidade de Aarhus, na Dinamarca.

Estudos anteriores já tinham destacado o poder erosivo das geleiras a nível local, mas os cientistas dinamarqueses conseguiram, graças a uma base de dados planetários e um modelo computadorizado, demonstrar a importância do fenômeno no nível planetário.

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