Montanhas de Sichuan aumentaram quatro metros após terremoto, diz cientista

Pequim, 13 jun (EFE).- As montanhas situadas no epicentro do terremoto que arrasou em 12 de maio a província chinesa de Sichuan se elevaram em quatro metros, segundo sismólogos americanos atualmente reunidos em Pequim.

EFE |

"Essas montanhas estão ativas, se movimentam, e após o terremoto sua altitude aumentou em quatro metros", disse hoje Walter D.

Mooney, geofísico do Departamento de Interior dos EUA.

Money e David W. Simpson, presidente do Consórcio Iris (dedicado ao estudo de terremotos no mundo todo), explicaram a jornalistas estrangeiros as dimensões científicas do tremor, que deixou quase 90 mil mortos e desaparecidos.

Aos pés do monte Longmen se situam três falhas paralelas ativas (Pengguan, Beichuan e Wenchuan) em direção noroeste-sudoeste, de 300 quilômetros de extensão e 20 de profundidade.

Com uma magnitude de 8 graus na escala aberta de Richter, o terremoto do dia 12 de maio causou uma liberação de energia na falha de Beichuan equivalente à explosão de 56 bilhões de quilos de explosivos.

"Em um terremoto destas características, o epicentro não é um ponto concreto", disse Simpson. "A falha consiste em uma prolongada brecha que cria o que se conhece como 'linha de fogo'".

As falhas de Sichuan são resultado da colisão da placa tectônica Indo-Australiana em seu movimento em direção ao norte contra a Euro-Asiática, mais estável, o que origina a formação dos montes Himalaia.

Eles recomendaram o investimento de dinheiro na construção de edifícios capazes de suportar um tremor de 8 graus de magnitude, "muito caros", já que a população segue vivendo em cima de falhas, apesar do risco de que se repitam terremotos a cada 150 anos. EFE mz/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG