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Montagnier, pioneiro na luta contra a Aids, e demais contemplados com o Nobel de Medicina

O professor francês Luc Montagnier, pioneiro em 1982 na investigação contra o vírus da Aids e um dos descobridores desse mesmo vírus em 1983, viu recompensados hoje seus 25 anos de trabalho com o prêmio mais prestigioso: o Nobel de Medicina.

AFP |

O cientista, de 76 anos, viu aparecer em 1981 uma nova enfermidade que, na época, afetava sobretudo os homossexuais.

Uma longa polêmica sobre o descobrimento do vírus e sua patente confrontou-o com o americano Robert Gallo.

Nascido em 18 de agosto de 1932 em Chabris (centro da França), estudou medicina em Poitiers e Paris e fez pesquisas na Grã-Bretanha.

Em 1960 entrou para o Centro Nacional francês de Pesquisa Científica (CNRS) tornando-se seu diretor em 1974. Dois anos antes, em 1972, criou o departamento de virologia no Instituto Pasteur.

Dez anos depois, Montagnier decidiu responder ao apelo do médico francês Willy Rozenbaum e criar uma equipe de investigação sobre a origem de uma enfermidade, a síndrome da deficiência imunológica adquirida ou Aids, que até então se acreditava reservada aos chamados "3 H": hemofílicos, viciados em heroína e homossexuais.

Em 20 de janeiro de 1983, a equipe que criou no Instituto Pasteur, com Françoise Barré-Sinoussi (também premiada hoje com o Nobel de Medicina) e Jean-Claude Chermann, "isolou" o vírus responsável pela Aids com a descoberta publicada em maio desse ano.

Visivelmente emocionado, recebeu a notícia da premiação em Abdjã, a capital administrativa da Costa do Marfim, onde participava de um congreso. "Minha reação foi pensar em todos os enfermos da Aids e em todos os que ainda estão vivos e lutam contra a enfermidade", disse.

Françoise Barré-Sinoussi, um exemplo de compromisso e modéstia

Françoise Barré-Sinoussi, premiada nesta segunda-feira com o Nobel de Medicina junto ao também francês Luc Montagnier, é famosa no mundo científico por sua modéstia e compromisso com a investigação.

"É uma pessoa de uma retidão moral e de um compromisso sem falhas, uma mulher maravilhosa, que sempre foi o estandarte de uma pesquisa fundamental", afirmou Michel Kazachkin, diretor do Fundo Mundial de Luta contra a Aids.

Fumante e amante de gatos, a pesquisadora tem um pequeno escritório no Instituto Pasteur, onde é diretora de laboratório.

Nascida em 30 de julho de 1947, em Paris, Barré se doutorou em Ciências (Bioquímica) em 1974 e é pesquisadora do Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) desde 1975.

No Instituto Pasteur, onde começou a trabalhar em 1988, dirige o laboratório de regulação de infecções retrovirais e participou também da criação da ANRS.

Autora de mais de 200 publicações e mais de 120 artigos em revistas científicas, Oficial da Legião de Honra e Cavaleliro da Ordem do Mérito, Barré-Sinoussi recebeu inúmeras condecorações nacioansi e internacionais por suas contribuições para a pesquisa sobre a Aids.

Harald zur Hausen, um pesquisador incompreendido e determinado

BERLIM, 6 Out 2008 (AFP) - Figura da pesquisa contra o câncer na Alemanha, Harald zur Hausen, de 72 anos, foi vítima durante muito tempo da incompreensão de sobre seus trabalhos.

Professor de medicina, que durante 20 anos, de 1983 a 2003, foi diretor científico do Centro de Pesquisas sobre o Câncer de Heildelberg (sul da Alemanha), orientou desde 1960 suas pesquisas para um campo até então inexplorado: o papel dos vírus no aparecimento dos cânceres.

Pesquisador do instituto de microbiologia de Düsseldorf e depois da Universidade da Pensilvânia (Filadélfia), a partir de 1972 se converteu, aos 36 anos, em professor de virologia das Universidades alemãs de Nuremberg e Friburgo.

A partir de 1976 apresentou a hipótese de que o câncer de colo do útero, ou cervical, se devia a um vírus oriundo das verrugas e não da herpes, como afirmavam os cientistas.

Sua hipótese criou muito ceticismo entre os colegas, mas, no início dos anos 80, conseguiu estabelecer a ligação entre esse tipo de vírus e o câncer.

Em 1984 procurou laboratórios farmacêuticos disposto a trabalhar para achar uma vacina, mas não conseguiu seu intuito. Mas, graças a seus trabalhos, a vacina para o vírus do papiloma humano está disponível desde 2006.

ab/fjb/sd/cn

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