Monitores da UE iniciam patrulhas na Geórgia

Os observadores da União Européia iniciaram suas patrulhas na zona de segurança estabelecida ao redor das províncias separatistas da Ossétia do Sul e Abecásia, na Geórgia, para monitorar a retirada de soldados russos da região. Pelo menos duas equipes de observadores entraram na zona de segurança estabelecida pelos militares russos.

BBC Brasil |

Outras equipes, no entanto, foram impedidas pelos soldados russos, que alegaram "motivos de segurança".

O chefe da missão, Hansjoerg Haber, afirmou que, apesar dos problemas, os observadores vão continuar com suas patrulhas.

"Temos um mandato que cobre toda a Geórgia, incluindo a Ossétia do Sul. Vamos continuar com nossas patrulhas", disse.

"Recebemos garantias do lado russo, no nível político, de que vamos fazer estas patrulhas. Os militares russos afirmam que temem pela segurança. Nossa opinião é de que nossa segurança é problema nosso e vamos falar com eles para esclarecer qualquer mal-entendido que possa existir sobre nossos acordos", acrescentou.

Cerca de 200 observadores não-armados irão fiscalizar a retirada das tropas, prevista no acordo de cessar-fogo entre Rússia e Geórgia.

Pelos termos do acordo firmado entre os dois países e mediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, a retirada deve ser feita até o dia 10 de outubro, o que significa que os soldados russos devem deixar as zonas de segurança dentro de dez dias.

Começo de missão
Segundo o correspondente da BBC Richard Galpin, que acompanha a movimentação de monitores da UE em Mukharani, perto da zona de segurança, 12 equipes de monitores saíram a campo nesta quarta-feira em veículos blindados leves.

Algumas decidiram não entrar em confronto com os russos, mas duas equipes conseguiram passar pelos postos de fiscalização dos militares.

Segundo Galpin este não foi o começo de missão esperado pela União Européia, mas os observadores ainda não estão completamente frustrados.

A incerteza a respeito da missão teve início quando o porta-voz das tropas russas no país, Vitaly Manushko, afirmou que os monitores poderiam patrulhar apenas "até a fronteira ao sul das zonas de segurança".

O chefe de política internacional da União Européia, Javier Solana, afirmou que as mensagens vindas de Moscou são contraditórias, mas se disse "otimista" de que o início da missão dos observadores irá seguir conforme o acordo.

Contingente na região
A retirada das tropas russas é um dos principais pontos do acordo de cessar-fogo mediado pela França.

No entanto, a Rússia pretende manter um contingente de cerca de 8 mil soldados na Abecásia e na Ossétia do Sul - províncias que Moscou reconheceu como Estados independentes.

Os líderes ocidentais condenaram tanto o controle das áreas de segurança quanto o reconhecimento pelos russos da independência das regiões separatistas da Geórgia.

O conflito na região começou no dia 7 de agosto, quando a Geórgia tentou retomar o controle sobre a Ossétia do Sul à força depois de uma série de conflitos menores.

A Rússia invadiu a região lançando um contra-ataque e expulsando as tropas georgianas da Ossétia do Sul e da Abecásia.

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