Mongólia declara abolição oficial da pena de morte

Pequim, 14 jan (EFE).- O presidente da Mongólia, Tsakhiagiin Elbegdorj, anunciou a abolição oficial da pena de morte no país, segundo afirmou hoje o grupo pró direitos humanos Anistia Internacional (AI) em comunicado.

EFE |

"A partir de amanhã, indultarei as pessoas no corredor da morte.

Sugiro comutar a pena de morte por penas severas de 30 anos de prisão", declarou o líder em discurso no "Grande Hural", o Parlamento mongol.

Elbegdorj afirmou que, com esta iniciativa, a Mongólia se soma à maioria dos países do mundo, que optaram por abolir a pena capital.

O número de executados no país asiático é mantido em segredo.

O presidente já comutou desde maio (quando assumiu o cargo) a pena de morte de três condenados, condenando-os à prisão perpétua.

A Anistia Internacional comemorou a decisão que, segundo Roseann Rife, subdiretora para Ásia e Pacífico, "mostra o forte compromisso do Governo mongol com os direitos humanos" e recomendou a outros países, como China, Vietnã e Coreia do Norte, que sigam o exemplo.

No entanto, embora a abolição presidencial tenha valor, o país ainda terá que realizar uma mudança legislativa permanente contra a pena de morte, em processo que deverá passar pelo Parlamento, dominado pela oposição comunista, que não apoiou a decisão de Elbegdorj.

A Anistia Internacional estima que pelo menos 1.838 pessoas foram executadas em 11 países da Ásia em 2008, número superior à soma dos países de todo o resto do mundo. EFE gmp/fm

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