Monges interferem em visita da imprensa ao oeste da China

XIAHE, China (Reuters) - Um grupo de 15 monges budistas tibetanos interrompeu na quarta-feira uma visita de jornalistas ao oeste da China, patrocinada pelo governo, para exigir o fim do exílio do Dalai Lama e se queixar de supostas violações aos seus direitos humanos. No segundo incidente desse tipo em dois meses, os monges saíram em disparada do monastério Labrang, na localidade de Xiahe (Província de Gansu) e correram pela praça até alcançar os cerca de 20 analistas chineses e estrangeiros.

Reuters |

'O Dalai Lama [líder espiritual budista, exilado na Índia] tem de voltar. Não estamos pedindo a independência tibetana, só estamos pedindo direitos humanos, não temos direitos humanos agora', disse um dos monges, em chinês, aos jornalistas.

Vários monges cobriam o rosto com suas túnicas. Eles disseram que outros religiosos continuam detidos pelas autoridades e que há agentes armados à paisana espalhados por toda Xiahe.

(Reportagem de Lucy Hornby)

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