Molterer, um administrador competente que não conquistou os austríacos

Viena, 27 set (EFE).- O candidato do Partido Popular Austríaco (ÖVP), Wilhelm Molterer, enfrenta as eleições parlamentares de amanhã em um ambiente de contestação interna e com pesquisas nem um pouco favoráveis.

EFE |

Molterer, de 53 anos, é conhecido como um administrador eficaz e um notável economista, mas sua figura "apagada" e sua voz monótona - no partido é conhecido como "padre Willi" por seus discursos em tom pastoral - o transformam em um líder pouco aceito entre suas próprias bases.

O candidato do ÖVP é um político de carreira que se destacou como ministro da Agricultura entre 1994 e 2003 e por seu papel de vice-chanceler e responsável pela pasta de Finanças no último Governo da grande coalizão com o Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ), que durou apenas 18 meses.

O interesse pela política vem de sua família, já que aos 14 anos foi adotado por um tio que era um próspero agricultor e ex-deputado do ÖVP.

Em 1981, graduou-se pela Universidade de Linz em Ciências Sociais e Econômicas, e sua evolução política sempre esteve à sombra de outros dirigentes de peso dentro do partido.

Durante o Governo do chanceler Wolfgang Schüssel (200-2007), foi considerado braço direito do líder austríaco em uma polêmica coalizão com o partido do populista de direita Jörg Haider.

No entanto, o respeito que obteve em seu partido não parece suficiente para conquistar o eleitorado, que lhe considera pouco carismático.

Tanto seus amigos como rivais o descrevem como um negociador muito duro. Depois de ficar em segundo nas eleições de 2006, graças a Molterer o ÖVP ficou com quase todos os "ministérios-chave" no Governo.

Molterer assumiu a pasta de Finanças, muito valorizada na Áustria, mas que se transformou em um campo minado em razão da crise internacional, com uma inflação galopante e altas incomuns dos preços dos alimentos básicos.

Sua imagem saiu prejudicada e muitos eleitores o identificam com o imobilismo causado pelas contínuas disputas da última coalizão.

Diante da perspectiva de um fracasso eleitoral, surgiram as primeiras vozes críticas, que chegam a indicar até mesmo possíveis sucessores a seu nome, entre eles o mais forte é o do atual ministro da Agricultura, Josef Pröll. EFE ll/mh

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