Mohammed Nasheed jura cargo como novo presidente das Ilhas Maldivas

Nova Délhi, 11 nov (EFE).- O novo presidente das Ilhas Maldivas, Mohammed Nasheed, jurou hoje seu cargo e encerrou 30 anos de mandato de seu antecessor no arquipélago situado no oceano Índico.

EFE |

Vencedor nas primeiras eleições multipartidárias realizadas no país, Nasheed, de 41 anos, ativista pela democracia e que sofreu represálias políticas, tomou posse diante do chefe do Tribunal Supremo, Abdullah Saaed, informou o jornal "Haveeru" em sua edição eletrônica.

Após Nasheed, conhecido como Anni, quem jurou o cargo foi seu vice-presidente, Mohamed Hassan Waheed Manik, em cerimônia que aconteceu em um centro de convenções às 10h (3h, horário de Brasília), evento após o qual se ouviu o hino oficial e foram disparados 21 salvas de tiro.

Nasheed substitui Maumoon Abdul Gayoom, de 70 anos, que dirigiu as ilhas durante três décadas e que ontem à noite, em discurso de despedida à nação, pediu "perdão" pelos erros que possa ter cometido e ofereceu sua ajuda ao novo presidente.

Durante o juramento, ao qual assistiram alguns dignitários estrangeiros, mas sem a participação de Gayoom, Nasheed reiterou suas promessas de melhoria em saúde, habitação e comunicações com as ilhas mais remotas, de controle dos preços e de proibição do consumo de drogas, disse o site "Minivan News".

O novo presidente anunciou que "chegou o momento de o povo ver seus sonhos largamente acumulados serem cumpridos", mas pediu que sejam esquecidos os rancores e aposte na reconciliação, informou a agência indiana "Ians".

"As flores não abrem, nem os pássaros cantam, nem as borboletas podem voar nas chamas do ódio, do ciúme e do rancor", declarou Anni, que garantiu liberdade de expressão, transparência e seriedade.

Líder do Partido Democrático das Maldivas (MDP), Nasheed venceu no segundo turno eleitoral realizado no último dia 28, no qual obteve 54,21% dos votos, contra 45,79% de Gayoom.

O novo líder, preso em várias ocasiões por sua militância política contra Gayoom, contou no segundo turno com o apoio de vários candidatos que foram descartados no primeiro. EFE mb/fh/fal

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