Moderados dominam lista do partido governista em Israel

Por Allyn Fisher-Ilan JERUSALÉM (Reuters) - A chanceler de Israel, Tzipi Livni, garantiu na quinta-feira lugares privilegiados para políticos moderados na lista eleitoral do seu partido Kadima, que disputa eleições gerais em fevereiro.

Reuters |

Quanto mais votos o Kadima conseguir, mais candidatos da legenda entrarão no Parlamento, potencialmente formando o gabinete caso ela consiga formar uma aliança e tornar-se primeira-ministra.

Mas alguns analistas acham que falta brilho a essa lista para garantir a Livni, de 50 anos, uma vantagem significativa sobre o ex-premiê direitista Benjamin Netanyahu, do partido Likud, favorito para voltar ao cargo.

Os resultados da convenção do Kadima mostram que Livni, ex-advogada e ex-agente do Mossad (serviço secreto israelense), conseguiu mais vagas na lista para os seus aliados do que o vice-premiê Shaul Mofaz, a quem ela derrotou em setembro na disputa pela liderança do partido.

Livni, que tenta se tornar a primeira mulher a governar Israel desde Golda Meir, na década de 1970, disse a seguidores em Tel Aviv, durante a madrugada, que o partido escolheu "um time vencedor", "capaz de governar e restaurar Israel".

O Kadima foi fundado pelo ex-premiê Ariel Sharon, que deixou o Likud por enfrentar resistências à sua decisão de desocupar a Faixa de Gaza, em 2005. O partido comanda a coalizão de governo em Israel desde a sua criação.

Mas, em outubro, Livni não conseguiu formar uma nova coalizão para que pudesse assumir a chefia de governo depois da renúncia do premiê Ehud Olmert, acusado de corrupção. Diante do impasse, ela teve de aceitar a convocação de eleições que, segundo as pesquisas, terá dificuldades em vencer.

Como chanceler, Livni comanda as negociações com os palestinos, com resultados aquém do esperado neste ano. Ela diz que, se eleita, continuará empenhada no processo de paz.

O analista político Hanan Crystal disse à Rádio Israel que Livni foi "a grande vencedora" da prévia do Kadima. "Ela conseguiu a lista que queria", incluindo 10 aliados nos 12 primeiros lugares da lista.

Outros acham, porém, que a composição da lista fará pouca diferença eleitoral, pois poucos candidatos além da própria Livni seriam atraentes para os eleitores.

"Ela não ganhou realmente nada com a lista", disse Jonathan Rhynold, da Universidade Bar-Ilan. Na opinião dele, o grande feito da chanceler foi conseguir evitar que sua posição fosse prejudicada.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG