Moçambique adota medidas contra avanço de cólera pelo Zimbábue

MAPUTO - As autoridades sanitárias de Moçambique adotaram medidas para impedir a propagação da epidemia de cólera que, segundo os últimas números publicados pela ONU, causou a morte de 589 pessoas no vizinho Zimbábue.

EFE |

Em novembro, o cólera matou em Moçambique mais de 50 moradores da província de Manica, no interior do país, a poucos quilômetros da fronteira com o Zimbábue.

As autoridades sanitárias da região decidiram instalar três centros de atendimento hospitaleira provisórios nos postos fronteiriços de Machipanda e Chipungaberra, e no povoado de Barué, e obrigar os viajantes procedentes do país vizinho a tomar medidas higiênicas.

Fontes médicas advertem que com a afluência de imigrantes zimbabuanos em Moçambique a epidemia de cólera pode se propagar a qualquer momento.


A falta de água potável levou centenas à morte no Zimbábue / AP

Segundo um funcionário de imigração contatado pela Agência Efe, a cada dia pelo menos 300 cidadãos do Zimbábue atravessam a fronteira e se adentram nas províncias moçambicanas de Sofala e Manica, para conseguir nos mercados os alimentos que não podem encontrar em seu país ou encher seus veículos de combustível.

O alcance da epidemia de cólera no Zimbábue levou o médico chefe da província de Sofala, Isaias Ramiro, a assinalar que os funcionários sanitários da região estão em "alerta máximo" e tomando medidas para poder reagir perante uma eventual surto da doença.

Segundo os últimos números publicados hoje pela ONU, além dos 589 mortos, 14 mil pessoas foram afetadas pelo cólera no Zimbábue.

A doença cresceu em setembro, e embora tenha começado a se manifestar em Harare, espalhou-se por todo o país.


População busca água potável nos caminhões das Nações Unidas / AP

As principais cidades do país enfrentam a uma grande falta de água, causada pela incapacidade do governo para torná-la potável e por defeitos na manutenção das depuradoras.

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