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Mladic rejeita se entregar e é uma uma bomba-relógio , diz imprensa

Belgrado, 25 dez (EFE).- O suposto criminoso de guerra sérvio Ratko Mladic, foragido há mais de 12 anos, rejeita qualquer possibilidade de se entregar de forma voluntária à Justiça, informam jornais locais.

EFE |

Segundo as fontes, que asseguram ter tido acesso a um relatório reservado sobre sua busca, seu estado psíquico após esconder-se durante anos é como "uma bomba-relógio", que facilmente "poderia levá-lo à morte, e inclusive à de gente inocente de seu entorno".

Em várias ocasiões, as autoridades da Sérvia fizeram apelos a Mladic para que se entregasse de forma voluntária ao Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), que o acusa de genocídio e outros crimes cometidos durante o conflito bósnio (1992-1995).

O citado relatório indica que Mladic, ex-comandante militar dos sérvios da Bósnia, se sentiu "muito ofendido" quando em 2002 teve de deixar as instalações do Exército da então Iugoslávia (Sérvia e Montenegro), onde se assegura que se escondeu por alguns períodos até então.

Depois, durante um ano, se refugiou em apartamentos em Nova Belgrado, a parte moderna da capital com grandes edifícios e arranha-céus.

Mladic se comportava todo o tempo como "um bom ilegal", se movimentava pelos andares sem produzir barulho em meias de lã, não permitia conversas em voz alta, e por medo de ficar doente se preocupa obsessivamente com a higiene.

Também, durante muito tempo insistia em que lhe visitasse sua família, via com regularidade televisão e até jogava xadrez, algo que sempre gostou de fazer.

De acordo com o relatório, Mladic era bastante áspero com relação aos membros de sua segurança, embora estes fossem "fiéis até a morte". Exigia também que provassem as refeições antes que ele.

Nos últimos dois meses, houve em diferentes cidades da Sérvia várias operações da Polícia para localizar provas sobre possíveis canais de financiamento e outras pistas que levassem a Mladic.

As autoridades sérvias garantem que estão determinadas a capturar Mladic, principal exigência para que a Sérvia possa progredir em seu caminho rumo a uma adesão à União Européia (UE).

O TPII acusa Mladic de genocídio em relação ao massacre de cerca de oito mil muçulmanos de Srebrenica, de assediar Sarajevo e de outros crimes cometidos durante a guerra bósnia. EFE Sn/fr

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