Miuccia Prada não descarta entrar para a política no futuro

Roma, 12 dez (EFE) - A estilista Miuccia Prada, responsável por uma das grifes mais desejadas do mundo, não descarta no futuro deixar a moda para voltar à política, ao que já se dedicou em sua juventude como militante do Partido Comunista (PC) italiano. Quando era jovem fazia política e o assunto continua me interessando. Ofereceram apresentar minha candidatura por algum partido, mas não gosto da idéia da estilista comprometida com a política, que, no entanto, tem que ter dedicação exclusiva, disse Prada em entrevista publicada hoje pelo jornal italiano La Stampa.

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"Poderia mudar de profissão na velhice. Hoje, para mim, trabalhar com minha fundação é fazer atividade política, porque é fazer cultura", acrescentou.

Prada, que confessa que ia aos atos do PC italiano vestida de Yves Saint Laurent, assegura que a moda é a "âncora" que a mantém presa à realidade, e que o mundo da arte, que patrocina através da Fundação Prada, é outra de suas paixões.

"Eu faço moda para comentar o mundo, para responder ao que acontece, para buscar em meu imaginário e no dos outros", explica.

"Querem fazer crer que o luxo verdadeiro é ser conservador, mas nunca foi assim. Nós somos uma marca mais velha que outras e tomamos o caminho da modernidade, que não é muito seguro. O objetivo último do meu trabalho é transmitir através da minha marca o valor de nossa inteligência", acrescenta.

Prada afirma que não se interessa pela elegância e que a crise obriga sua empresa a olhar para a economia como "conceito mental", assim como a trabalhar muito. EFE mcs/db

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