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Mitchell diz que EUA querem paz global no Oriente Médio

Jerusalém, 26 jul (EFE).- O enviado dos Estados Unidos ao Oriente Médio, George Mitchell, disse hoje ao chegar a Israel que o objetivo de seu país é conseguir uma paz global entre o Estado judeu e seus vizinhos árabes.

EFE |

Mitchell deu tal declaração durante uma reunião hoje à tarde em Tel Aviv com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, a quem reafirmou o compromisso dos EUA com a segurança israelense, apesar das tensões entre os dois países por causa da recusa israelense em interromper as construções nas colônias judaicas.

As conversas "têm o objetivo de aprofundar no que temos em comum, um desejo de uma paz global no Oriente Médio que inclua Israel e Palestina, Israel e Síria, Israel e Líbano, e a normalização das relações com todos os países da região", declarou Mitchell.

"O compromisso americano com a segurança de Israel é inquebrantável e não mudará", destacou.

Veículos de comunicação e analistas locais vêm dando conta recentemente de uma certa tensão entre EUA e Israel, especialmente depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ter rejeitado na semana passada paralisar obras para famílias judias em um polêmico assentamento em Jerusalém Oriental.

Washington exige que Israel suspenda a construção nos assentamentos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, reivindicação que o Estado judeu rejeitou por várias vezes e que abriu um período de desconfiança mútua.

Mitchell chegou hoje à tarde em Israel procedente da Síria, onde se reuniu com o presidente local, Bashar al-Assad, a quem transmitiu que os EUA consideram que Damasco pode colaborar para um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

Barak agradeceu hoje o enviado americano pelos esforços para conseguir a paz na região, em particular para um acordo entre israelenses e palestinos, e disse que "estamos preparados para realizar qualquer esforço necessário para alcançá-lo".

Nas últimas semanas, ambos se reuniram em Nova York e Londres, onde analisaram a possibilidade de conseguir um compromisso sobre a expansão de assentamentos, um dos principais empecilhos do conflito palestino-israelense.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, condiciona o reatamento do processo de paz com Israel - suspenso desde o começo do ano - à interrupção total das obras de construção nas colônias.

Barak quer cessar as construções nos assentamentos enquanto seja possível seguir as obras dos projetos em curso, como parte de um acordo que inclua também uma série de medidas por parte dos países árabes para começar a normalizar suas relações com Israel, aponta a imprensa local.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse na semana passada aos ministros de Assuntos Exteriores da União Europeia que Israel aceitaria suspender de forma temporária a construção nas colônias judias.

Sobre as declarações de Hillary, fontes israelenses e americanas citadas pelo jornal "Ha'aretz" confirmaram que as partes estão perto de chegar a um acordo, mas anteciparam que esta questão não será colocada publicamente por Mitchell em sua atual visita à região.

O enviado dos EUA deve seguir amanhã para Ramala, sede da ANP, para se reunir com Abbas, antes de se encontrar com Netanyahu na terça-feira em Jerusalém. EFE db/bba

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