Mistério em torno da explosão que deixou onze mortos no Irã

Ainda não se encontrou uma resposta concreta para a explosão que no sábado deixou 11 mortos e mais de 190 feridos em uma mesquita na cidade de Shiraz, sul do Irã, classificado de atentado terrorista por alguns membros do governo e de acidente por outros.

AFP |

O vice-governador da província de Fars, que tem Shiraz como capital, indicou no início que se tratava de um "atentado", mas um membro da polícia local excluiu essa hipótese neste domingo, enquanto o número dois do ministério de Interior afirmar que era "um acidente".

Pelo menos 11 pessoas morreram e mais de 190 ficaram feridas na explosão, que ocorreu no sábado as 21h00 locais (13h30 de Brasília) em uma mesquita no centro da cidade.

A explosão ocorreu durante uma reunião de jovens que escutavam o sermão semanal do clérigo xiita Anjavinejad.

Em um primeiro momento, um especialista da polícia assinalou a presença de uma "bomba colocada na parte reservada aos homens", antes do vice-governador de Fars, Mohammad Reza Hadaegh, falar a noite sobre um "atentado" .

Até agora, nenhum grupo reivindicou o ataque.

No domingo, a tese de atentado foi posta em dúvida por vários responsáveis.

O comandante da polícia da região de Fars "excluiu todo ato de sabotagem neste incidente", segundo a agência de notícias FARS.

O vice-ministro de Interior, Abbas Mohtaj, citado pela agência Mehr, afirmou que se tratava "seguramente de um acidente", apesar de afirmar que não sabia ainda a causa.

Segundo o comandante Ali Moayeri, o "incidente pode ser fruto de uma negligência", devido à "presença de munição no local, que poderia causar a explosão".

Ele se referia a uma exposição organizada no local sobre a Guerra Irã-Iraque, que incluía munições.

"Em um local da mesquita, havia uma exposição de explosivos e munições que as pessoas visitavam ao entrar", descreveu o deputado de Shiraz, Mohammad Nabi Roudaki.

Segundo o promotor da cidade, Jaber Baneshi, "uma investigação judicial foi aberta para determinar a causa da explosão e a possibilidade de uma sabotagem", informou a agência Irna.

Shiraz é uma das cidades mais visitas por turistas do Irã.

Caso seja confirmada a hipótese de atentado, será o primeiro em uma província do Irã não fronteiriça.

O último grande atentado no país ocorreu em fevereiro de 2007, quando 13 guardas morreram em Zahedan (sudeste) e que foi atribuído a rebeldes sunitas.

hif-pcl/fb

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