Tbilisi, 30 jun (EFE).- Observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e das Nações Unidas iniciaram hoje sua retirada da Geórgia e da Abkházia, depois da Rússia ter negado o prolongamento de suas missões, em meio a crescentes temores sobre uma nova guerra entre os dois países.

Uma emissora de TV exibiu imagens que mostravam veículos OSCE saindo da base central da missão, iniciada na Geórgia há 17 anos e localizada em Karaleti, perto da outra região separatista georgiana, a Ossétia do Sul.

Moradores locais criticaram o fim da missão, ao afirmarem que a presença dos 20 observadores criava garantias de sua segurança, após o conflito armado entre Rússia e Geórgia, em agosto de 2008.

A chefe da equipe da OSCE, Terhi Hakala, lamentou a saída dos observadores, ao indicar que a situação da Abkházia e da Ossétia do Sul continua "extremamente instável".

A saída das missões foi feita já que a Rússia vetou seu prolongamento, depois que os demais países apoiaram a integridade territorial da Geórgia e se negaram a reconhecer a independência das regiões separatistas.

O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, agradeceu o trabalho das duas missões e prometeu buscar outras formas de participação de observadores europeus na supervisão das zonas de conflito e no "restabelecimento da integridade do país".

A saída dos observadores ocidentais se dá em meio a crescentes tensões entre a Rússia e a Geórgia, que se acusam mutuamente de preparar novas agressões, além das advertências de especialistas sobre o perigo de um novo conflito bélico. EFE mv-si/pd

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