Ao menos três palestinos morreram e 34 ficaram feridos; braço armado do Hamas assumiu autoria de ataque

Um míssil antitanque disparado da Faixa de Gaza atingiu um ônibus escolar israelense nesta quinta-feira, ferindo duas pessoas. Em retaliação, forças israelenses dispararam morteiros contra o território ocupado por palestinos.

Soldados israelenses examinam ônibus atingido por míssil na Faixa de Gaza
AP
Soldados israelenses examinam ônibus atingido por míssil na Faixa de Gaza
Ao menos três palestinos morreram e 34 ficaram feridos. Um adolescente no ônibus escolar e ao menos oito pessoas na Faixa de Gaza ficaram feridas, incluindo uma menina de 4 anos, na troca de agressividades. A resposta israelense incluiu disparos de tanques, aviões de combate e helicópteros.

Um avião de guerra F-16 israelense bombardeou um grande complexo de segurança do grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza. As Forças Armadas israelenses disseram que 45 foguetes e morteiros foram lançados de Gaza contra o território israelense em três horas, o ataque mais pesado em duas semanas.

Um helicóptero militar israelense metralhou um alvo em Gaza pela primeira vez desde a guerra de janeiro de 2009 e disparou um míssil contra alguns alvos no centro do território costeiro. Fontes palestinas disseram que militantes no enclave reagiram disparando contra o helicóptero com uma metralhadora pesada.

Atendimento

O porta-voz da polícia israelense, Mickey Rosenfeld, disse que os feridos no ataque ao ônibus estavam sendo atendidos no local. O chefe do serviço de ambulâncias Magen David Adom disse à Rádio Israel que os feridos mais graves estavam sendo levados ao hospital de helicóptero.

De acordo com Rosenfeld, as Forças Armadas confirmaram que o ônibus, que trazia alunos de uma escola de volta para suas casas, foi atingido por um míssil antitanques.

"As Brigadas Al Qasam responsabilizaram-se pelo ato, como primeira resposta aos crimes" de Israel, anunciou o braço armado do Hamas, fazendo alusão à morte de três de seus chefes locais perto de Khan Yunis, no sul.

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, divulgou comunicado em que conta ter ordenado às Forças Armadas que "tomem todas as medidas necessárias e reajam ao ataque" rapidamente. Ele acrescentou também que Israel responsabilizou o Hamas por todos os fatos que estão ocorrendo no enclave.

*Com Reuters e AFP

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.