Mísseis dos EUA matam 48 combatentes islâmicos no Paquistão

Duas salvas de mísseis americanos mataram nesta quarta-feira 48 combatentes islâmicos aliados da Al-Qeada nas zonas tribais do noroeste do Paquistão, anunciaram fontes de segurança.

AFP |

Os ataques têm como alvo Baitullah Mehsud, o chefe do Movimento dos Talibãs do Paquistão (Tehrik-e-Taliban Pakistan, TTP), que estaria escondido no distrito tribal do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão.

Hoje à noite, após um primeiro balanço oficial de "pelo menos 25 combatentes islâmicos" mortos na salva de mísseis", "o número de vítimas passou para 40, e cinco veículos destruídos, na zona de Janata, no Waziristão do Sul", informou à AFP um membro das forças de segurança, que não quis ser identificado.

Os mísseis, aparentemente disparados por um avião sem piloto, atingiram um comboio de veículos transportando talibãs paquistaneses no Waziristão do Sul.

Mais cedo, ao amanhecer, seis mísseis americanos mataram oito combatentes islâmicos entrincheirados em um destes esconderijos do Waziristão do Sul.

Nestas zonas tribais, 50 disparos efetuados por aviões sem piloto mataram 500 pessoas desde agosto de 2008, segundo as forças de segurança locais.

Os Estados Unidos não confirmaram oficialmente estes disparos de mísseis, mas somente a CIA e o Exército americano, posicionado do outro lado da fronteira, no Afeganistão, possuem tais aparelhos na região.

Ainda é impossível verificar se líderes importantes, entre eles Baitullah Mehsud, morreram ou ficaram feridos nos ataques aéreos desta quarta-feira. Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de cinco milhões de dólares pela captura do chefe talibã paquistanês. Islamabad, por sua vez, prometeu 615.000 dólares.

Mehsud é acusado de estar por trás da maior parte dos atentados suicidas perpetrados no Paquistão desde julho de 2007.

No último destes atentados, uma bomba explodiu em Peshawar, a maior cidade do noroeste do país, matando uma pessoa e ferindo outras cinco, entre elas três policiais.

bur/yw

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