Mísseis americanos matam 22 pessoas no Paquistão

KABUL - Pelo menos 22 pessoas, em sua maioria insurgentes islamitas, morreram nesta segunda-feira em um novo ataque com mísseis americanos nas zonas tribais do noroeste do Paquistão, onde os Estados Unidos consideram que a Al-Qaeda e os talebans reconstituíram suas forças.

AFP |

"Um míssil lançado por um avião sem piloto americano destruiu um centro utilizado pelos talebans em Bhagan, no distrito tribal de Kurram, fronteira com o Afeganistão", afirmou um oficial das forças de segurança que pediu anonimato.

"O último balanço é de 22 mortos, principalmente combatentes islamitas", afirmou outro oficial, que citou ainda os termos "combatentes estrangeiros" entre as vítimas, palavras utilizadas para designar insurgentes que não são paquistaneses nem afegãos, geralmente militantes da Al-Qaeda procedentes de países árabes ou da Ásia Central.

De acordo com outra fonte dos serviços de inteligência, Bhagan é uma área de campos de treinamentos de talebans paquistaneses e afegãos. Os insurgentes afegãos utilizam a localidade como retaguarda para suas operações no Afeganistão.

Outros ataques

No sábado, outro disparo de um suposto míssil americano sobre um campo de treinamento de talebans matou 27 insurgentes, em sua maioria combatentes estrangeiros da Al-Qaeda.

O ataque com míssil teve como objetivo um campo de treinamento do líder do Movimento dos Talebans do Paquistão (TTP), Baitullah Mehsud, situado na cidade de Ladha (noroeste), no distrito do Waziristão Sul, segundo fontes dos serviços de segurança.

Mehsud não estava no local no momento do ataque. Dois combatentes árabes, assim como talibãs locais e uzbeques, morreram no ataque.

Mehsud, líder dos talebans paquistaneses e ligado a Al-Qaeda, é acusado pelo governo e pelos Estados Unidos de de ter planejado o assassinato da ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto em 2007.

Nesta região, o Exército americano e a CIA, que operam no Afeganistão, são os únicos que possuem aviões espiões sem pilotos.

Os disparos de mísseis se tornaram frequentes nos últimos meses nas zonas tribais. O Paquistão protesta publicamente a cada vez, mas tanto a imprensa americana como a paquistanesa destacam que existe um acordo tácito entre Washington e Islamabad que autoriza os ataques.

Leia mais sobre Paquistão

    Leia tudo sobre: paquistão

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG