Missão que recolherá reféns das Farc já saiu da Colômbia rumo ao Brasil

BOGOTÁ - A missão humanitária que recolherá seis reféns da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), da qual fazem parte a senadora colombiana Piedad Córdoba e delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), já saiu da Colômbia e viaja rumo ao Brasil.

Redação com agências internacionais |

O avião com os delegados, no qual viajam também os jornalistas Daniel Samper Pizano e Jorge Enrique Botero, assim como a líder feminista Olga Amparo Sánchez, saiu do aeroporto Eldorado de Bogotá às 10h15 (13h15 de Brasília) e se dirige para a Amazônia brasileira.

Quatro militares e dois políticos colombianos serão os primeiros reféns que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia entregarão a partir de domingo a uma comissão humanitária encabeçada pela senadora Piedad Córdoba e delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), com apoio logístico do Brasil.

O itinerário da operação começa com a ida da delegação até a localidade brasileira de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira amazônica com a Colômbia e a Venezuela, de onde partirão os dois helicópteros do exército brasileiro que participarão no plano combinado.

No sábado, a comissão deixará São Gabriel da Cachoeira com direção ao município colombiano de San José del Guaviare (sudeste), onde seus integrantes, incluindo delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), passarão a noite.

Depois irão para Villavicencio e de lá para o local combinado para pegar os primeiros reféns, viajando posteriormente para Cali (sudoeste), onde aguardarão maiores detalhes.

Brasil na logística

O Brasil coordena a parte logística para a libertação dos reféns, anunciada de forma unilateral pelas Farc em dezembro passado.

O governo brasileiro informou na sexta-feira passada que fornecerá os meios necessários requeridos pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha para receber os reféns em algum lugar da Colômbia.

Os seis reféns fazem parte de um grupo de 28 que ainda resta em poder desta guerrilha e os quais as Farc pretendem trocar por 500 de seus militantes presos, incluindo três nos Estados Unidos.

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