Uma missão parlamentar recomendou que a França proíba o uso do véu islâmico integral, conhecido como burca, nas repartições e transportes públicos, em um relatório apresentado nesta terça-feira à Assembleia Nacional após seis meses de trabalho.

Embora poucas mulheres muçulmanas cubram o rosto por razões religiosas na França, cerca de 2.000, segundo dados oficiais, o debate sobre sua proibição ganhou intensidade nos últimos meses, dando lugar a uma série de questionamentos sobre o lugar do Islã no país.

Após 200 audiências, a missão defendeu que seja adotada "uma resolução parlamentar que condene o uso do véu integral por ser contrário aos valores da República".

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, lançou o debate na arena política em junho de 2009 ao afirmar que a burca "não será bem-vinda na República", pois "é um sinal de servidão".

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