Missão internacional pede que diálogo na Bolívia seja retomado

La Paz, 3 out (EFE) - Os observadores internacionais no processo de diálogo político da Bolívia fizeram hoje um apelo ao Governo de Evo Morales e aos opositores autonomistas para que superem a desconfiança mútua e retomem as negociações.

EFE |

"O diálogo é a única opção", afirmou hoje a representante das Nações Unidas na Bolívia, a japonesa Yoriko Yasukawa, em entrevista coletiva junto com representantes diplomáticos da União Européia (UE) que atuam como mediadores no processo de conversas aberto para tentar pacificar o país.

O chamado "diálogo nacional" entre o Governo Morales e os governadores regionais autonomistas se encontra em uma fase crítica pela decisão dos opositores de suspender as conversas perante o que consideram um clima de perseguição por parte do Executivo.

No entanto, na quinta-feira Morales e, hoje, os governadores regionais expressaram a intenção de se reunir de novo no domingo em Cochabamba (centro) para tentar salvar o processo negociador e colocar fim ao conflito político que a Bolívia vive.

A coordenadora da ONU admitiu que entre as partes existe uma "brecha de desconfiança que deve ser superada" e pediu a Governo e opositores para fazerem todos os esforços possíveis para continuar com o diálogo, que, em sua opinião, deve ser "permanente" em qualquer sociedade democrática.

Por sua parte, o embaixador do Reino Unido na Bolívia, Nigel Baker, afirmou que no domingo deve haver um princípio de acordo entre Governo e oposição e sugeriu a necessidade de dar "mais tempo" ao processo de diálogo.

O diplomata se negou a se pronunciar sobre as detenções de ativistas autonomistas, principal causa da suspensão do diálogo decidida pelos governadores regionais, por se tratar de um "tema interno que pertence ao Governo boliviano".

Sobre este assunto, Yoriko Yasukawa disse ser importante que sejam investigadas as violações da lei, mas respeitando os direitos humanos e as garantias dos detidos.

A ONU e a UE fazem parte da missão internacional que "vigia" o diálogo boliviano junto a organismos como a União de Nações Sul-americanas (Unasul), a Organização dos Estados Americanos (OEA) e as igrejas católica, evangélica e metodista. EFE sam/db

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