Missão humanitária chega ao Brasil para iniciar resgate de reféns na Colômbia

Brasília, 26 mar (EFE).- A senadora colombiana Piedad Córdoba chegou hoje a São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, de onde partirá amanhã junto à missão humanitária que receberá dois reféns que serão entregues pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), confirmaram à Agência Efe fontes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

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Córdoba passará a noite em uma base militar nos arredores de São Gabriel da Cachoeira, acrescentou a fonte que pediu para não ser identificada.

Está previsto que os helicópteros que participarão da missão partam com Piedad Córdoba e com a delegação internacional rumo à cidade colombiana de Villavicencio às 8h local (9h de Brasília), detalhou a fonte.

Fontes da Prefeitura de São Gabriel, cidade de 30 mil habitantes localizada às margens do Rio Negro e a 852 quilômetros de Manaus, indicaram à Agência Efe que helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram hoje à base militar.

Segundo a fonte, nenhum alto funcionário do Governo brasileiro viajou com os tripulantes militares. O assessor especial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, coordenou a participação brasileira na missão.

A operação de entrega de dois reféns pelas Farc se pôs hoje em andamento com a viagem da missão humanitária liderada por Córdoba e depois que a guerrilha confirmasse que as libertações são um fato, mas não a entrega dos restos de um policial morto em cativeiro.

A missão é integrada pela senadora Córdoba, dois representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o bispo da cidade colombiana de Magangué, Leonardo Gómez, e dois membros da ONG Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP): Hernando Gómez e Ricardo Montenegro.

Essa operação ocorreu em andamento após quase um ano de contatos entre Córdoba e as Farc, que em abril do ano passado se comprometeram a libertar de forma unilateral o sargento do Exército Pablo Emilio Moncayo e o soldado Josué Daniel Calvo.

Moncayo é o refém mais antigo em poder das Farc, com 12 anos de cativeiro, enquanto Calvo, que aparentemente está muito doente, foi sequestrado dias antes que a guerrilha anunciasse sua disposição a libertar os militares.

As Farc também se comprometeu então a entregar os restos mortais do major da Polícia Julián Guevara, que morreu durante o cativeiro em 2006. No entanto, a guerrilha afirmou hoje que não será possível cumprir o compromisso de entregar os restos mortais de Guevara.

Diante do anúncio, a mãe de Guevara pediu ao chefe das Farc, Guillermo Leão Sánchez, conhecido como "Alfonso Calo", que indique a ela onde estão os restos mortais de seu filho porque ela mesma iria buscá-los.

De Villavicencio, os helicópteros irão no domingo a um lugar da floresta cujas coordenadas só são conhecidas pela senadora Córdoba, para resgatar o soldado Calvo, que será então levado a Villavicencio.

Na primeira hora de terça-feira, os helicópteros iniciarão uma segunda operação da cidade de Florencia, no sul do país, para receber Moncayo. EFE ed/sa

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