Missão humanitária aguarda resposta de Farc sobre libertação de reféns

Bogotá, 21 mar (EFE).- A mediadora para a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a senadora colombiana Piedad Córdoba, disse hoje que está à espera de que os guerrilheiros aprovem um protocolo de segurança para dar início à missão humanitária que receberá dois militares mantidos reféns.

EFE |

Em declarações à "Caracol Radio", a senadora afirmou que as Farc têm a última palavra para iniciar o processo de libertação do sargento Pablo Emilio Moncayo e do soldado Josué Daniel Calvo, além da entrega dos restos mortais do policial Julián Guevara, morto em cativeiro em 2006.

Córdoba explicou que, após a assinatura pelo Governo e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) desse protocolo de segurança em 12 de março passado, ela o levou à guerrilha, mas que até o momento não enviou respostas.

"Enquanto isso não ocorre, não se pode fazer nada", ressaltou.

A mediadora acrescentou que a libertação dos reféns depende dessa resposta, a qual "pode chegar sem demora, mas é um tema complexo que demora um pouco".

Além disso, ela advertiu que é preciso agir com prudência e paciência. Por esse motivo, segundo ela, que algumas versões sobre o início das operações humanitárias são completamente inexatas.

María Estela Cabrera, mãe do sargento Moncayo, declarou à imprensa que, após mais de 12 anos de seu filho vivendo em cativeiro, criou-se um severo dano psicológico a ele. Por isso, assim que libertado, ele será internado no Hospital Militar, acrescentou.

As Farc anunciaram no início do ano passado que libertariam Moncayo, o refém mais antigo em poder da guerrilha (desde dezembro de 1997), e o soldado Calvo, sequestrado poucos dias antes do anúncio, que também incluiu a entrega do corpo de Guevara, morto em cativeiro. EFE fer/sa

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