Missão francesa de ajuda a Betancourt deixará a Colômbia

A missão humanitária francesa que está na Colômbia desde a última quinta-feira com o objetivo de prestar assistência médica a Ingrid Betancourt, refém do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), vai deixar o país. Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da França, a permanência da missão, integrada também por representantes da Espanha e da Suíça, não é mais justificável.

BBC Brasil |

"Portanto, (a missão) deixará a Colômbia em breve", diz a nota, divulgada nesta terça-feira, logo após as Farc terem negado o acesso da missão aos reféns.

Em uma declaração publicada em sua página na internet, as Farc afirmaram que a missão não seria apropriada e que o plano foi anunciado sem nenhuma consulta ou negociação com o grupo rebelde.

Segundo o comunicado oficial, o ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, viajará "em breve" à região para discutir a situação.

A missão havia sido proposta pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, depois de relatos de que Betancourt, que tem dupla nacionalidade colombiana e francesa, estaria com graves problemas de saúde.

Betancourt, de 46 anos, foi seqüestrada em 2002, quando fazia campanha para a Presidência da Colômbia.

Ela integra um grupo de cerca de 40 reféns que os rebeldes consideram passíveis de troca por 500 guerrilheiros presos.

Em seu comunicado na Internet, as Farc afirmam que já soltaram seis pessoas neste ano e voltaram a pedir que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, estabeleça uma zona desmilitarizada para que a troca de prisioneiros por reféns seja feita.

Uribe se nega a atender a essa exigência. No entanto, o governo colombiano já prometeu suspender as ações militares contra as Farc na área em que os reféns são mantidos.

As negociações para um acordo humanitário entre o governo colombiano e as Farc foram interrompidas desde que o Exército da Colômbia bombardeou um acampamento do grupo rebelde no Equador, dia 1º de março, ação que resultou na morte de Raúl Reyes, número dois da guerrilha, e desencadeou uma crise diplomática na região.

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