San José, 29 set (EFE).- A missão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA), que tinha previsto viajar na quinta-feira a Honduras, adiará sua visita para 7 de outubro, informou hoje o ministro de Exteriores da Costa Rica, Bruno Stagno.

O ministro costarriquenho, que participará da missão, disse, em entrevista coletiva, que na quinta-feira irá a Tegucigalpa uma parte da OEA para se reunir com o Ministério de Exteriores do Governo de fato, com o objetivo de preparar a visita dos chanceleres.

A comissão que viajará na quinta-feira será formada pelos mesmos funcionários da OEA que o Governo de Roberto Micheletti impediu de entrar em Honduras no domingo, além do chileno John Biehl, que conseguiu entrar no país, disse.

O ministro não quis detalhar as atividades ou reuniões que os ministros realizarão em Honduras, mas Stagno afirmou que o objetivo da missão "é instalar uma mesa de diálogo para instaurar um acordo de paz".

O chanceler costarriquenho disse que não "queria antecipar nada até que chegue a data, porque a situação em Honduras está em muita transformação", e acrescentou que um daos principais obstáculos para assinar o acordo de San José é a "intransigência do Governo de fato frente à restituição do presidente Manuel Zelaya".

Além de Stagno, a missão será formada pelo secretário de Estado do Canadá para Assuntos Exteriores na América, Peter Kent; e pelos chanceleres da Jamaica, Kenneth Baugh; da Argentina, Jorge Taiana; do México, Patricia Espinosa; do Panamá, Juan Carlos Varela, e pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.

O ministro costarriquenho afirmou que foram abertos diálogos com os candidatos presidenciais hondurenhos e com a Igreja, mas que estes "ainda não chegaram a um resultado concreto".

A crise política em Honduras começou em 28 de junho, quando os militares expulsaram Zelaya do país e o Congresso nomeou Micheletti em seu lugar. EFE ns/an

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