Praga, 6 jan (EFE).- A União Européia (UE) deve fazer mais esforços para conseguir uma trégua no conflito entre Israel e o movimento radical islâmico Hamas em Gaza, após ter conseguido um avanço na agenda humanitária.

A declaração foi feita hoje, em Praga, pelo ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, que liderou a missão do grupo da UE de três dias ao Egito, a Israel, à Cisjordânia e à Jordânia.

"Está perfeitamente claro que não podíamos conseguir um cessar-fogo imediatamente", disse Schwarzenberg.

Ele fez as declarações em entrevista coletiva no aeroporto internacional da capital tcheca após chegar em vôo desde Amã junto à comissária européia de Relações Exteriores e Política Européia de Vizinhança, Benita Ferrero-Waldner, e o ministro de Exteriores sueco, Carl Bildt.

Schwarzenberg considerou que, neste conflito, o "Hamas está jogando para aparecer como um herói", enquanto a Autoridade Nacional Palestina (ANP) quer o fim do conflito e a população de Gaza é a que paga o preço por isso.

E, no entanto, o chefe da diplomacia tcheca afirmou, após sua viagem pelo Oriente Médio, que "a situação não é tão desesperadora como parecia no começo", e que dentro de alguns dias os resultados da missão poderão ser vistos.

Já a comissária européia disse que, em relação à agenda humanitária, conseguiu-se que uma pessoa da UE coordene o trabalho dentro do Ministério da Defesa israelense.

A situação dos civis, especialmente das mulheres e crianças, é muito delicada e preocupante, e a UE considera necessário criar abrigos a eles, acrescentou.

Enquanto isso, o ministro sueco disse que será preciso esperar o resultado dos esforços do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, no Conselho de Segurança da ONU em Nova York, onde tentará hoje que Israel e Hamas aceitem uma trégua.

Os três delegados não quiseram se pronunciar diretamente sobre o bombardeio israelense no colégio Al Fakhoura, da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), no campo de refugiados de Jabalia de Gaza, que matou mais de 40 pessoas e feriu mais de 100.

Questionados sobre isso pelos jornalistas, limitaram-se a reconhecer que a situação da população civil é muito delicada. EFE gm/db

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