Tegucigalpa, 18 ago (EFE).- A missão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que visita Honduras se reuniu nesta terça-feira com as Forças Armadas e a Polícia do país como parte da verificação da situação dos direitos humanos em território hondurenho após o golpe de Estado contra Manuel Zelaya.

A delegação da CIDH, que começou sua visita na segunda-feira, também se reuniu hoje com deputados do Congresso Nacional hondurenho, entre outros setores.

A missão se reuniu primeiro com o novo ministro da Defesa, Adolfo Sevilla, e posteriormente com a Junta de Comandantes das Forças Armadas, liderada pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Romeo Vázquez, informou à Agência Efe o porta-voz da instituição, coronel Ramiro Archaga, sem detalhar os assuntos tratados.

Os encontros com Sevilla e a Junta de Comandantes ocorreram na sede do Estado-Maior Conjunto, onde a delegação permaneceu por mais de três horas.

Depois, os enviados da CIDH se encontraram com o ministro de Segurança por lei, Mario Perdomo, e os chefes da Polícia Nacional no quartel principal desta, em outro ponto de Tegucigalpa.

Perdomo e os chefes policiais falaram à CIDH sobre as atuações das autoridades, que dissolveram violentamente vários protestos a favor de Zelaya e detiveram vários manifestantes, disse a jornalistas o porta-voz da Polícia, Orlin Cerrato.

"Especificamos cada caso e quantas pessoas foram remetidas à Procuradoria e aos tribunais, como determina a lei", assegurou Cerrato, ao comentou que "foi um encontro muito positivo para a instituição policial".

Segundo o porta-voz, as autoridades policiais deram aos membros da comissão da CIDH informações sobre vários casos de supostas violações dos direitos humanos.

Cerrato comentou que não percebeu durante a reunião "uma linha ideológica" entre os membros da delegação, que "foram objetivos e muito profissionais".

Os representantes da CIDH não fizeram declarações à imprensa após as reuniões com militares e policiais hondurenhos. EFE lam/bba

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