Missa da Páscoa no Vaticano é marcada por mensagem de apoio ao papa

O decano dos cardeais, Angelo Sodano, antes do início da celebração da Páscoa, na Praça São Pedro, expressou neste domingo o apoio de toda a Igreja ao papa Bento XVI, vítima de recentes ataques da imprensa em decorrência dos casos de pedofilia registrados no seio de entidades eclesiásticas.

Ansa |

Dirigindo-se ao pontífice para desejar-lhe uma boa Páscoa, como determina o protocolo da cerimônia deste domingo, Sodano afirmou: "O povo de Deus está ao seu lado e não se deixa abalar por certas 'especulações', nem por provações que por vezes atingem a comunidade dos fiéis."

"Nesta solene festa de Páscoa, a liturgia da Igreja nos convida a uma santa alegria e com este espírito, hoje, nós nos aproximamos do papa, sucessor de Pedro, bispo de Roma, a rocha imutável da santa Igreja de Cristo, para cantar a Aleluia da fé e da esperança cristã", continuou.

Sodano ainda expressou a profunda gratidão dos católicos ao papa "por sua força e coragem apostólica, com as quais anuncia o Evangelho de Cristo. Admiramos o seu grande amor que, com coração de Pai, assume as alegrias, esperanças, tristezas e angústias dos homens de hoje, principalmente os pobres e os que sofrem".

"Hoje, através de mim, toda a Igreja deseja dizer-lhe em coro: Boa Páscoa, amado Santo Padre. Boa Páscoa, a Igreja está com você", completou.

A declaração de Sodano diretamente ao pontífice, mais do que uma expressão dos votos da comunidade, pode ser entendida como uma resposta às recentes críticas feitas contra o líder católico, em consequência das denúncias de pedofilia realizadas em diversas partes do mundo contra padres e sacerdotes.

Em um dos casos, o próprio Bento XVI foi acusado de permitir que um religioso continuasse no posto, mesmo após este ter sido denunciado. Há alguns dias, o jornal americano The New York Times publicou uma reportagem na qual afirmava que Joseph Ratzinger, quando era arcebispo de Munique e Freising (1977-1982), na Alemanha, não impediu que um padre pedófilo retomasse as atividades pastorais.

A publicação também dizia que o papa teria conhecimento de casos cometidos na época em que era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cargo que deixou para assumir o posto máximo da Igreja Católica. O Vaticano, por sua vez, explicou a atividade de Bento XVI naquele período e o eximiu de qualquer responsabilidade.

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