Minuta do acordo climático fixa compromisso econômico, mas não de mitigação

Copenhague, 18 dez (EFE).- A minuta para um acordo discutido nas últimas horas por um grupo de líderes mundiais na Cúpula sobre Mudança Climática de Copenhague estabelece ajuda financeira aos países pobres, mas não compromissos de reduções de emissões de gases estufa pelos países ricos, segundo a agência Ritzau.

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Pelo texto, as negociações devem continuar após a conferência de Copenhague e finalizar "um ou mais instrumentos jurídicos o mais breve possível, no máximo até a próxima cúpula da ONU sobre mudança climática em novembro de 2010 na Cidade do México".

A proposta de acordo reconhece que as "reduções significativas em emissões globais são necessárias", mas sem definir números, embora determine que os 37 países ricos que assumiram cortes vinculativos no Protocolo de Kioto limitem suas emissões em 2020, sem dar números.

Os países ricos deverão doar US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012 aos "países em desenvolvimento mais vulneráveis" à mudança climática, segundo o texto.

O financiamento de longo prazo também aparece no documento, com um compromisso de mobilizar US$ 100 bilhões ao ano a partir de 2020, oriundos de ajuda pública e privada, sem estabelecer quanto cada país deve colaborar.

Com três páginas, o documento não fixa uma data para o teto de emissões de C02 e diante do aumento da temperatura média global do Planeta no final de século em comparação com os níveis pré-industriais se "reconhece" que de acordo com os cálculos científicos, este não deve superar os dois graus.

Entre os líderes presentes que retomaram as conversas hoje após um pedido ontem da Presidência sueca da União Europeia (UE), figuram o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, seu colega sueco, Fredrik Reinfeldt, e os da França, Alemanha, China, Reino Unido, Índia, Rússia e vários países ilhéus e africanos.

O objetivo da reunião era redigir uma declaração política final que coloque sob o mesmo guarda-chuva os dois textos negociados durante os últimos 11 dias. EFE alc/dm

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