Minorias ganham espaço no governo Obama

Pela primeira vez na História dos Estados Unidos, apenas metade do governo que assumirá em 20 de janeiro será composta de brancos, deixando um espaço mais generoso para as minorias negra, hispânica e asiática.

AFP |

Dos 20 membros do alto escalão do futuro governo, 11 são brancos; quatro, negros; três, hispânicos; e dois, de origem asiática - todos sob a direção do primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama. Com isso, a nova administração se aproxima um pouco mais da realidade demográfica dos EUA no século XXI.

De acordo com um relatório do órgão responsável pelo censo nos EUA, divulgado em agosto, os brancos, que constituem hoje dois terços da população americana, deixarão de ser maioria no país em 2042, ou seja, dez anos antes do que previam as projeções anteriores.

Na gestão do democrata Bill Clinton (1992-2000), o gabinete tinha dois terços de brancos entre seus membros. Em 1981, o governo formado pelo presidente republicano Ronald Reagan contava com apenas um negro, o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Samuel Pierce.

George Bush pai (1988-1992) e seu filho (2000-2008) tiveram uma distribuição um pouco melhor, com 20% e 30% de representantes das minorias, respectivamente. Mas dois negros, Colin Powell e Condoleezza Rice, ocuparam o importante cargo de secretário de Estado na administração de George W. Bush.

No governo Obama, os afro-americanos estão bem representados com Eric Holder, na Justiça; Lisa Jackson, na Agência de Proteção Ambiental; Ron Kirk, como representante americano do Comércio; e Susan Rice, como embaixadora na ONU.

Além disso, há Melody Barnes, que vai dirigir o Conselho de Política Doméstica, enquanto que Valerie Jarrett, velha amiga de Obama, de Chicago, que co-presidiu a equipe de transição, terá um posto de conselheira na Casa Branca.

Entre os hispânicos, o nome de Bill Richardson, que apoiou Obama fortemente durante a campanha presidencial, chegou a ser cogitado para o Departamento de Estado. O governador do Novo México (sudoeste) perdeu o cargo para Hillary Clinton e, como prêmio de consolação, ficará com o Departamento do Comércio. Ken Salazar será secretário do Interior, e Hilda Solis, do Trabalho.

Dois secretários de origem asiática, Steven Chu (Energia) e o general Eric Shinseki (Veteranos), completam o quadro.

Já no que diz respeito à questão de gênero, com 15 homens e 5 mulheres, o governo Obama não inova, ostentando o mesmo número que sob Bill Clinton, e um pouco melhor do que no governo Bush, com quatro mulheres.

Dois membros da "minoria" republicana também estarão no governo: o atual secretário da Defesa, Robert Gates, que manterá o cargo à frente do Pentágono, e Ray LaHood, de origem libanesa, futuro secretário dos Transportes.

emp/tt

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