Ministros sul-americanos discutem ameaças à democracia

Rio de Janeiro, 17 set (EFE).- Diversos ministros sul-americanos participam desde esta quinta-feira, no Rio de Janeiro, de dois dias de debates para definir medidas de cooperação para fortalecer os regimes democráticos diante das ameaças do crime organizado e de movimentos separatistas.

EFE |

O ministro da Justiça, Tarso Genro, incentivou as nações da América Latina a reunirem esforços para estreitar a cooperação policial entre os países.

"O crime organizado provoca a democracia a não reconhece o direito de refúgio e a tratar aos imigrantes como inimigos", disse Genro durante a abertura do seminário, que além de ministros conta com representantes do meio acadêmico e da segurança pública.

Genro ressaltou episódios de desrespeito à democracia em outros países, como o movimento separatista que atua na Bolívia, no qual, em palavras de Genro, "forças de direita tentaram inocular o vírus da divisão do Estado de Direito".

Na sexta-feira, o caso da Bolívia será tratado em particular em uma conferência do ministro de Governo (Interior) boliviano, Alfredo Rada, que relatará as diferentes tentativas de desestabilização que sofreu o Governo de Evo Morales nos últimos anos.

Rada participará ainda de um encontro sobre as repercussões na América Latina das pressões sobre seu Governo, no qual também o ministro do Interior do Paraguai, Rafael Filizzola, e o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia, irão participar.

As reuniões desta quinta-feira estão concentradas em outros assuntos que relacionados com o tema na região, com ênfase ao combate à violência nas ruas.

Representantes do Governo brasileiro expuseram diversos programas públicos lançados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir as taxas de violência com foco na integração social e educação, em lugar do uso da força e da repressão.

Na sexta-feira, o ministro da Justiça da Argentina, Julio César Alak, vai liderar um painel sobre o crime organizado, o tráfico internacional de pessoas e a lavagem de dinheiro como ameaças à democracia. EFE mp/dm

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