Ministros maoístas decidem se desligar do Governo interino do Nepal

Katmandu, 20 jun (EFE).- Os maoístas decidiram hoje retirar seus ministros do Governo interino do Nepal, em um movimento para abrir caminho para a formação de um novo Executivo, que será liderado pela antiga guerrilha do país.

EFE |

O Partido Comunista do Nepal-Maoísta (CPN-M) tomou esta decisão após manter conversas com os demais partidos do Governo provisório sobre a Presidência da República e a repartição de poder no próximo Executivo.

"Nossas demissões foram remetidas à coalizão (governamental) de sete partidos, para abrir caminho para a formação de um novo Governo com a liderança de nosso partido", disse à Agência Efe Pampha Bhusal, um dos ministros maoístas.

O CPN-M tem sete dos 30 Ministérios que integram o atual Gabinete nepalês.

Porém, como as demissões ainda não foram entregues ao primeiro-ministro Girija Prasad Koirala, os ministros ainda fazem parte do Governo.

A decisão da antiga guerrilha é feita após dois meses de negociações com as outras duas principais forças do país, o Partido do Congresso Nepalês (NCP), do ainda primeiro-ministro Koirala, e o Partido Comunista do Nepal-Marxista-Leninista Unido (CPN-UML).

Com este movimento, os maoístas querem pressionar Koirala para que as negociações avancem e se forme um novo Governo, que será liderado pelo CPN-M, vencedor no pleito de abril.

"Está claro que o novo Governo será liderado por nós, de acordo com o mandato do povo, mas alguns assuntos como quem será o presidente ainda têm que ser resolvidos", disse Bhusal.

Em 28 de maio, o Nepal se declarou como República e pôs fim a quase 240 anos de Monarquia no país durante a primeira reunião da Assembléia Constituinte depois do pleito de 10 de abril.

Além da eleição do presidente, os partidos têm que se colocar de acordo sobre a integração da antiga guerrilha maoísta ao Exército nepalês, depois o fim da guerra de dez anos entre os dois em 2006.

No próximo dia 25 de junho, acontecerá uma nova sessão da Assembléia Constituinte e, segundo Bhusal, as forças do país podem anunciar novos acordos. EFE ms/rr

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