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Ministros do sudeste asiático advertem para efeitos do La Niña

Kuala Lumpur, 8 abr (EFE).- A fumaça tóxica gerada pelos milhares de incêndios que habitualmente são registrados durante a estação seca no sudeste asiático ficará ainda pior este ano, pelo fenômeno meteorológico La Niña, que reduzirá drasticamente a quantidade de chuvas.

EFE |

A advertência foi feita hoje pelos ministros do Meio Ambiente de Brunei, Indonésia, Malásia, Cingapura e Tailândia, que se reuniram na ilha de Bornéu para buscar uma estratégia comum de luta contra o problema, que arrasa todos os anos milhares de hectares de florestas.

"Devemos estar preparados para o pior, e ter a esperança de que tudo sairá bem", afirmou em comunicado o titular indonésio do Meio Ambiente, Rachmat Witoelar.

"La Niña" se caracteriza por um esfriamento da temperatura da superfície do Oceano Pacífico nas zonas próximas à Linha do Equador, que provoca uma redução nas precipitações nesta área, onde ficam as nações em questão, que em 2006 tiveram que declarar o estado de emergência pela contaminação da fumaça pelos incêndios.

Desde 1997, milhares de incêndios florestais nas ilhas de Bornéu e Sumatra na Indonésia deixaram uma imensa nuvem de poluição e gás tóxico que afetaram também Brunei, Malásia, Cingapura e partes da Tailândia.

Em algumas ocasiões, os hospitais estiveram lotados para atender as vítimas por inalação de fumaça e os incêndios representam todo ano bilhões de dólares em perdas para as economias da região.

Apenas a Indonésia perde, a cada ano, dezenas de milhares de hectares de florestas, um dado que em 2007 levou à nação a entrar no Livro Guiness dos Recordes como o país onde mais rapidamente se destroem florestas. EFE snr/fb

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