Ministros do G8 negociam um novo marco global de economia de energia

Tóquio, 8 jun (EFE).- Os ministros de Energia do Grupo dos Oito (G8) se reuniram hoje em Aomori, norte do Japão, para estabelecer um novo marco de economia de energia que sirva para lutar contra a mudança climática e os crescentes preços do petróleo.

EFE |

Os representantes de Energia de Japão, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia começaram esta manhã (horário local) uma reunião de um só dia na qual discutirão as melhores formas de economia de energia, segundo a agência local de notícias "Kyodo".

Espera-se que o G8 estabeleça hoje as bases da chamada Sociedade Internacional para a Cooperação na Eficiência da Energia, para a qual também convidarão outros países, tais como China e Índia.

A cooperação dentro do novo marco será de caráter voluntário, mas os países do G8 acham absolutamente essencial que as economias emergentes que mais energia consomem façam parte ativa da nova iniciativa, segundo a "Kyodo".

A Agência Internacional da Energia (AIE), formada por 27 países industrializados, que não inclui China nem Índia, contribuirá para o estabelecimento do novo marco.

Segundo a AIE, China e Índia serão responsáveis por quase metade da expansão de demanda de energia entre 2005 e 2030, e, além disso, a China superará os EUA como o maior consumidor mundial de energia em 2010.

Espera-se que estes dois países junto com Coréia do Sul se incorporem como convidados ao longo da jornada de reuniões e discutam sobre como estabilizar o mercado do petróleo.

Os 11 países reunidos são responsáveis por cerca de 65% da demanda energética global e pelas emissões de dióxido de carbono, segundo a "Kyodo".

"Não é preciso dizer que a mudança climática e a energia são as duas faces da mesma moeda. É indispensável que resolvamos estas questões de uma maneira exaustiva", disse ao início do encontro o ministro da Indústria japonês, Akira Amari, segundo a "Kyodo".

Como presidente do G8, o Japão considera fundamental o estabelecimento do novo marco de economia de energia, o qual espera que comece a funcionar no ano que vem.

Os representantes de China, Japão, EUA, Índia e Coréia do Sul, cinco dos países que mais petróleo consomem no mundo, manifestaram ontem seu "séria preocupação" com os altos preços do petróleo, após uma reunião realizada também em Aomori.

As duas reuniões de Aomori servirão de base para a cúpula que reunirá os líderes dos países mais industrializados em julho, na ilha de Hokkaido (norte do Japão). EFE icr/ma

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