Ministros do G20 concordam em manter estímulo econômico

Os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 - grupo que reúne os principais países ricos e em desenvolvimento - se comprometeram a manter medidas de estímulo até que a recuperação da economia global esteja consolidada. As condições econômicas e financeiras melhoraram após a nossa resposta coordenada à crise.

BBC Brasil |

No entanto, a recuperação ainda é instável e permanece dependente de políticas de apoio, e a alta taxa de desemprego é uma grande preocupação", diz o documento final do encontro do G20 encerrado neste sábado na cidade escocesa de Saint Andrews.

"Para restaurar a saúde da economia global e do sistema financeiro, nós concordamos em manter o apoio à recuperação até que ela esteja consolidada", diz o texto.

Segundo o correspondente da BBC no encontro, Andrew Walker, a reunião foi ofuscada pela proposta do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de um novo "contrato social" para os bancos, que os tornariam mais responsáveis diante da sociedade.

Imposto sobre transações
Brown sugeriu a criação de um fundo para ajudar bancos em dificuldades no futuro, que poderia ser financiado por um imposto sobre transações financeiras internacionais.

O premiê disse que o setor financeiro é tão importante que os governos não têm opção, a não ser intervir quando ele entra em colapso.

"E não pode ser aceitável que os benefícios do sucesso deste setor sejam colhidos por uns poucos, mas os custos de seu fracasso pesem sobre todos nós", afirmou.

No passado, a Grã-Bretanha se opôs a impostos sobre transações financeiras, acreditando que eles poderiam prejudicar as atividades da City de Londres, o distrito financeiro da capital.

Brown disse que é necessária uma ação "global" para reformar o sistema bancário mundial e que "a Grã-Bretanha não vai agir, a não ser que os outros ajam conosco".

A proposta do premiê britânico, porém, foi recebida sem entusiasmo pelos outros países do G20.

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, disse que seu país não está preparado para apoiar um imposto sobre transações internacionais.

Os ministros e presidentes de bancos centrais do G20 também se comprometeram com ações para garantir o financiamento necessário no combate às mudanças climáticas e em trabalhar juntos para o sucesso da conferência da ONU em Copenhague, na Dinamarca.

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