Ministros do exterior pedem urgência na solução de confrontos no O.Médio

Tunís, 16 abr (EFE).- Um grupo de países formado por ministros de nações da Europa e da África destacaram hoje a urgência de aplicar sem demora a solução de um Estado israelense e outro palestino para o conflito do Oriente Médio e consideraram que a política de colonização israelense representa um obstáculo para a paz.

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Formado pela Espanha, França, Itália, Portugal e Malta, no lado europeu, e Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Mauritânia, da parte norte da África o grupo chamou a VIII Conferência de ministros de Exteriores e fez a declaração de forma conjunta após o término do encontro hoje em Túnis. Os ministros assinalaram que o Estado palestino "deve ser independente, democrático, viável e soberano a fim de alcançar uma paz justa".

Com relação à Jerusalém, o texto assinala que "o estabelecimento de uma paz verdadeira passa pela resolução do estatuto da cidade".

A declaração expressa, além disso, "sua preocupação viva" por conta das recentes decisões das autoridades israelenses de modificar as regras de residência dos palestinos na Cisjordânia e as possíveis expulsões que possam acontecer.

O chefe da diplomacia espanhola, Miguel Ángel Moratinos, que exerceu a Presidência rotativa do grupo, afirmou que as últimas decisões adotadas por Israel "pioram a situação humanitária" na Faixa de Gaza e reconheceu que os palestinos vivem uma "situação difícil".

Moratinos anunciou que os dez países chegaram a um acordo para realizar uma cúpula de chefes de Estado e de Governo em 2010, cuja data e local ainda não foram definidos. O objetivo, segundo o diplomata, é "relançar a cooperação nesta parte do Mediterrâneo".

Além disso, anunciou que o fórum que congrega as dez nações será ampliado com a criação de um grupo de ministros de Comércio, outro de parlamentares e a extensão do diálogo às organizações patronais dos respectivos países.

O grupo foi criado em Roma, em 1990, como o primeiro grande fórum para desenvolver as relações entre as duas margens do Mediterrâneo.

EFE.

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