Ministros discutirão troca do vírus da gripe em assembleia da OMS

Genebra, 17 mai (EFE).- Os ministros da Saúde que participarão a partir de amanhã da 62ª assembleia geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) terão que debater a troca do vírus da gripe suína e os benefícios derivados disso.

EFE |

Há dois anos, os países em desenvolvimento pedem, sem sucesso, um acesso justo às vacinas, principalmente se estas foram elaboradas com base nos vírus que eles mesmos entregaram à OMS.

Liderados por Brasil, Indonésia, Tailândia, Índia e Nigéria, os países em desenvolvimento lutam para que essa troca se traduza em acesso a tratamentos e vacinas, assim como a tecnologia para fabricá-las.

Durante a crise da gripe aviária, a Indonésia se negou a compartilhar os vírus, diante da constatação de que depois teria que comprar a preços inalcançáveis a vacina das multinacionais que as fabricam.

Na sexta-feira e no sábado desta semana, ocorreu um novo encontro da reunião intergovernamental sobre a preparação perante uma gripe pandêmica, que concentra as discussões sobre o tema.

O encontro acabou mais uma vez sem acordo, mas, dada a urgência gerada pela possibilidade de uma iminente pandemia de gripe gerada pelo vírus A (H1N1), os delegados decidiram passar as discussões aos ministros que assistirão, a partir de amanhã, à 62ª Assembleia Mundial da Saúde.

Estava previsto que a duração da assembleia se estendesse de 18 a 27 de maio, mas a reunião foi reduzida a cinco dias, devido à necessidade dos responsáveis de saúde de estar nas capitais, lidando com o combate à gripe suína.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE mh/an

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