Ministros de países árabes impõem restrições a peregrinos que visitam Meca

Cairo, 23 jul (EFE).- Os ministros da Saúde de países árabes estabeleceram uma série de restrições para as tradicionais peregrinações à cidade santa de Meca por causa da propagação da gripe suína pelas nações da região, informaram hoje veículos de imprensa egípcios.

EFE |

As medidas não incluem a suspensão das peregrinações e foram adotadas em reunião ministerial ocorrida na noite desta quarta-feira na sede do escritório para o Mediterrâneo Oriental da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Cairo.

Os responsáveis de Saúde árabes decidiram excluir das peregrinações os maiores de 65 anos e os menores de 12 anos, assim como as pessoas que sofrem de diabetes, hipertensão ou outros males que afetam o coração, o fígado ou os rins.

Este ano, a tradicional peregrinação maior ou "Hajj" a Meca, na Arábia Saudita, acontecerá em novembro, mas existe também outra peregrinação menor, a "Omra", que pode ser feita em qualquer data.

Cerca de três milhões de muçulmanos fazem a peregrinação maior anualmente.

A decisão dos ministros de Saúde de não cancelar ou adiar o "Hajj" põe fim a boatos surgidos nos últimos dias sobre a possibilidade de as autoridades sauditas optarem por sua suspensão.

O vírus A(H1N1) chegou aos países árabes pela primeira vez no final de maio passado, no Kuwait, e agora se estendeu por toda a região, de acordo com os relatórios das autoridades locais.

O primeiro caso da doença na Arábia Saudita foi registrado no último dia 7.

No domingo passado, o Egito comunicou a primeira vítima mortal do vírus, uma mulher que começou a notar os sintomas da doença enquanto fazia a "Omra" em Meca.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE nq/bba

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